Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
EconomiaACS
31/08/2026
4 min

BTG Macro Day: Ajuste fiscal se dará com redução nas despesas e queda nos juros, afirma Alckmin

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta segunda-feira (31) que o ajuste fiscal no Brasil se dará pela redução nas despesas públicas e nos juros, paralelamente ao estímulo ao crescimento da economia pelo governo. Na abertura do Macro Day 2026, do BTG Pactual, Alckmin criticou a atual taxa de juros, que pressiona o […]

BTG Macro Day: Ajuste fiscal se dará com redução nas despesas e queda nos juros, afirma Alckmin

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta segunda-feira (31) que o ajuste fiscal no Brasil se dará pela redução nas despesas públicas e nos juros, paralelamente ao estímulo ao crescimento da economia pelo governo. Na abertura do Macro Day 2026, do BTG Pactual, Alckmin criticou a atual taxa de juros, que pressiona o aumento da dívida pública e consequentemente, sua relação com o Produto Interno Bruto(PIB), que supera 82%.

“Há um princípio da medicina que vale para a economia: suprima a causa que o efeito cessa. É preciso agir na causa, melhorando a despesa e estimulando o crescimento da economia”, disse Alckmin, citando que o governo federal prevê entregar o atual mandato com um déficit primário zero e projeta superávit de 0,5% do PIB para 2027.

Alckmin lembrou do déficit de 9,7% do PIB em 2020, primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro(PL), que sofreu impacto da pandemia de covid-19. “É um déficit que tem que ir para o Guinness Book. Covid teve no mundo inteiro e o no México o déficit foi 0,5%”, criticou o vice-presidente, que prometeu “superávits crescentes” caso seja reeleito juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT).

Elevar juros não vai fazer chover

Alckmin criticou a política do Banco Centralde elevar a taxa básica juros após altas na inflação ocorrida por fatores conjunturais, como os efeitos climáticos em alimentos e a Guerra no Irã, que pressionou os preços de petróleo e combustíveis.

“Não sou economista, mas tem coisas que não adianta aumentar os juros. Elevar juros não vai fazer chover para ter mais alimentos e o petróleo é geopolítica”, disse. “Juro é o problemão para economia e custo de capital tem de ser associado à questão fiscal e à dívida pública”, completou Alckmin, que reforçou haver espaço para elevar o PIB com queda na despesa.

“O Brasil é um dos países que menos sentiu os efeitos da guerra. Tem espaço para se segurar despesa e fazer o PIB crescer e o Brasil é o protagonista dos três desafios globais, que são a segurança alimentar, energia limpa e as terras raras e minerais críticos”, afirmou.

Não tem tema proibido com os Estados Unidos

Alckmin voltou a classificar como injusto o tarifaçoacumulado de 37,5% dos Estados Unidossobre produtos brasileiros, citou que 52% dos produtos estão fora de taxações afirmou “não tem tema proibido” que na retomada das negociações entre as esquipes dos dois governos, esta semana. “Não tem tema proibido. Todos os temas tarifários e não tarifários estão na mesas”, disse.

Alckmin citou meditas tomadas pelo para mitigar o tarifaço, como os R$ 18,5 bilhões liberados em apoio a empresas atingidas, com juros de 6% a 9%, fomento ao capital de giro o drawback, com a postergação por um ano do pagamento de impostos que deveriam ser recolhidos. “Não vamos sair da mesa de negociação, essa é a orientação do presidente Lula que teve uma conversa com o presidente Donald Trump e foi muito positiva”.

Ainda segundo o vice-presidente, os Estados Unidos devem ser os maiores beneficiados pela aprovação do Redata no Congresso, previsto para esta semana, programa de incentivo à instalação de data centers no Brasil. “Os Estados Unidos têm interesse nessa área e esse programa pode trazer R$ 1 trilhão de investimentos ao Brasil”.

Eleições e democracia

Alckmin classificou a “defesa da democracia”, além dos avanços da economia, como uma das pautas da sua chapa com Lula à reeleição. Sobre o tema o uniu ao então adversário em 2022 para derrotar Bolsonaro, o vice-presidente citou Mário Covas, ex-governador de São Paulo de quem foi vice-governador, para criticar o ex-presidente, pai de Flávio Bolsonaro (PL).

“O que diferencia os homens e mulheres públicos é o compromisso com a democracia, quem tem apreço e quem não tem apreço à democracia. Se perdendo as eleições tentaram dar um golpe, imagine se tivessem ganho. Não só o golpe, mas tentar matar o presidente, o vice e um ministro da Suprema Corte, uma coisa ‘incivilizatória'”, disse, se referindo à tentativa de golpe de 2022 e 2023 que levou Bolsonaro à condenação.

“A democracia precisa ser aprimorada, mas precisa ter civilidade. As ditaduras suprimem a liberdade prometendo o pao, não dão o pão e nem devolvem a liberdade”, concluiu o vice-presidente, pedindo comparação entre as duas chapas aos eleitores.

AutorGustavo Porto
FonteMoney Times
Distribuído por