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MercadosACS
07/11/2026
4 min

CA (CEAB3) dispara 23,82%, enquanto Brava Energia (BRAV3) é a pior ação da semana; veja o que rolou no Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) conseguiu rever ter as quedas dos últimos pregões e fechou em alta. O principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 0,30% na semana e encerrou a última sessão aos 168.498,45 pontos, com valorização de 1,39%. Já o dólar à vista terminou a R$ 5,5087, com alta de 1,18% ante o real […]

CA (CEAB3) dispara 23,82%, enquanto Brava Energia (BRAV3) é a pior ação da semana; veja o que rolou no Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) conseguiu rever ter as quedas dos últimos pregões e fechou em alta. O principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 0,30% na semana e encerrou a última sessão aos 168.498,45 pontos, com valorização de 1,39%.

Já o dólar à vista terminou a R$ 5,5087, com alta de 1,18% ante o real no acumulado da semana.

O que movimentou os mercados?

O mercado local foi movimentado pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic estável a 13,75% ao ano. A decisão já era amplamente esperada pelo mercado, mas trouxe alívio para os investidores ao indicar uma pausa no ciclo de corte dos juros.

Por outro lado, os temores em relação ao desequilíbrio fiscal voltou a amargar o humor dos participantes dos mercados diante das discussões do governo Lula sobre os rumos da política econômica. A notícia de um pronunciamento do presidente neste domingo (8), com sinalizações de que o petista anunciará um ajuste fiscal, segue no radar.

Além disso, o Ibovespa acompanhou as altas e baixas de Wall Street, em meio às preocupações com o setor de tecnologia, especialmente sobre as ações de empresas ligadas à inteligência artificial (IA).

Apesar disso, o índice conseguiu recuperar parte das perdas acumuladas na semana durante o pregão desta sexta, com bancos, varejo e Vale entre os principais suportes, em um movimento de recuperação das ações cíclicas.

Exterior

Nos Estados Unidos, a semana foi marcada pela vitória expressiva dos democratas nas eleições de meio de mandato. Com a disputa o Congresso norte-americano deixa de ter predominância dos políticos republicanos, ficando dividido.

Após o resultado, Wall Street subiu forte em meio às comemorações. Porém, a festa nas bolsas de Nova York durou pouco. Os índices amargaram perdas com temores sobre o setor de tecnologia.

O movimento foi puxado pelos temores de que as vitórias dos democratas nas duas Casas do Congresso e em governos de Estados-chave para o setor levantaram a possibilidade de uma desaceleração forçada na construção de data centers.

Os democratas planejam lançar uma enxurrada de novas leis voltadas para sistemas de inteligência artificial e o desenvolvimento de data centers quando assumirem o controle do Congresso dos EUA em janeiro, afirmaram parlamentares, assessores do Congresso e ativistas.

Além disso, na sexta-feira (6), os investidores acompanharam a divulgação do payroll, principal relatório do mercado de trabalho norte-americano e um dos indicadores mais acompanhados pelo Fed.

Os dados mostraram que a economia dos EUA abriu 165 mil vagas de emprego em setembro. A taxa de desemprego teve uma ligeira queda para 4,1% em setembro.

O número ficou acima das expectativas reunidas pelo Broadcast, que projetava um crescimento médio de 60 mil vagas. Segundo Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital Nova York, o destaque dos dados divulgados é a qualidade dos números.

Já Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, destaca que o payroll reforçou a leitura de um mercado de trabalho resiliente e elevou a precificação de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na reunião de dezembro.

Na sexta-feira, após o fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 78,0% de chance de o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) elevar os juros para a faixa de 4,00% a 4,25% na decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) em dezembro.

Sobe e desce do Ibovespa

As ações da C&A (CEAB3) subiram forte na semana após a divulgação do balanço do terceiro trimestre deste ano. Os números da varejista vieram melhores do que era esperado pelos investidores.

Segundo Xavier, a companhia mostrou um balanço que agradou o mercado, “especialmente pelos baixos múltiplos que vemos hoje no varejo”.

“A margem e o baixo endividamento demonstram que a empresa tem saúde o suficiente para navegar mares agitados, por isso a alta superior a 8%”, completou o executivo.

Confira as maiores altas do Ibovespa entre 2 a 6 de novembro:

CÓDIGO NOME ULT VAR MIN MAX VAR/SEM
CEAB3 C&A ON R$ 8,11 9,01% 7,44 8,20 23,82%
CSAN3 Cosan ON R$ 2,77 10,80% 2,57 2,81 18,88%
SMFT3 Smart Fit ON R$ 18,25 3,05% 17,77 18,56 17,59%
CSNA3 CSN ON R$ 4,41 8,89% 4,01 4,52 13,66%
CYRE3 Cyrela ON R$ 19,30 6,10% 17,96 19,58 12,93%

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada pela Brava Energia (BRAV3).

Veja as ações que caíram na semana:

CÓDIGO NOME ULT VAR MIN MAX VARSEM
BRAV3 Brava Energia R$ 15,54 -1,40% 15,54 15,97 -15,64%
TEND3 Tenda ON R$ 16,92 4,12% 16,09 17,37 -15,44%
PRIO3 PRIO ON R$ 60,48 -1,72% 60,00 62,57 -15,40%
PETR3 Petrobras ON R$ 51,21 -1,10% 50,95 52,13 -14,66%
PETR4 Petrobras PN R$ 45,36 -1,28% 44,96 46,11 -13,94%
AutorDani Alvarenga
FonteMoney Times
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