Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
MercadosCMDT
02/06/2026
3 min

Cacau dispara com El Niño ameaçando plantações

Cacau dispara com El Niño ameaçando plantações

Os preços do cacau subiram acentuadamente nesta terça-feira (2), impulsionados por preocupações de que o evento climático El Niño poderia reduzir a produção global na temporada 2026/27 e aumentar os preços.

O cacau em Londres subiu £163, ou 5,5%, para £3.127 por tonelada métrica.

A Costa do Marfim começou a desacelerar as vendas devido a preocupações com o impacto de um iminente padrão climático El Niño sobre a produção, disseram quatro fontes à Reuters, acrescentando que o país vendeu cerca de 1 milhão de toneladas métricas de cacau em contratos de exportação para a safra principal de 2026-27 até o momento.

O chefe da Barry Callebaut, uma das maiores processadoras de cacau do mundo, disse na terça-feira que as condições climáticas do El Niño poderiam elevar os preços das amêndoas de cacau em alguns milhares de libras por tonelada métrica.

O cacau em Nova York ganhou 5,5%, para US$ 4.108 a tonelada.

Café

O café arábica caiu 1,4 centavo, ou 0,5%, para US$ 2,592 por libra-peso, depois de atingir uma mínima de um ano e meio de US$ 2,5815.

Os negociantes disseram que a colheita no Brasil, o maior produtor, estava ganhando ritmo, com a previsão de que o clima será predominantemente seco nas próximas semanas.

As exportações de café de Honduras cresceram 9,9% em relação ao ano anterior em maio, para 1,09 milhão de sacas de 46 quilos, de acordo com dados divulgados na segunda-feira pelo Instituto Hondurenho do Café.

No entanto, o mercado tem sido sustentado pela queda dos estoques nas bolsas.

Os negociantes notaram que os estoques nas bolsas eram de 434.930 sacas em 1º de junho, abaixo das 446.816 sacas de uma semana atrás. Na mesma época do ano passado, os estoques eram de 882.212 sacas.

O café robusta subiu 0,7%, para US$ 3.462 por tonelada.

Açúcar

O açúcar bruto caiu 0,07 centavo, ou 0,5%, para 14,38 centavos de dólar por libra-peso, já que os preços do petróleo permaneceram abaixo de US$ 100, com o mercado ainda esperando um acordo para acabar com a guerra.

Os preços mais fracos da energia são baixistas para o açúcar, já que muitas vezes levam as usinas de cana a produzir mais açúcar e menos etanol.

A colheita no Brasil continua em um ritmo acelerado.

A moagem de cana-de-açúcar na região Centro-Sul atingiu 42,35 milhões de toneladas métricas na primeira quinzena de maio, um aumento de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com cálculos da Reuters baseados em dados do governo publicados na semana passada.

O açúcar branco perdeu 0,9%, para US$ 445,80 a tonelada.

AutorReuters
FonteMoney Times
Distribuído por