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MercadosCMDT
04/09/2026
3 min

Café e cacau registram perdas semanais, açúcar sobe

Os contratos futuros de café e cacau registraram perdas líquidas na semana, após fortes altas nas semanas anteriores, enquanto os contratos futuros de açúcar apresentaram ganhos modestos. Não haverá negociação dos futuros de café arábica, açúcar bruto e cacau de Nova York na segunda-feira devido ao feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. O […]

Café e cacau registram perdas semanais, açúcar sobe

Os contratos futuros de café e cacau registraram perdas líquidas na semana, após fortes altas nas semanas anteriores, enquanto os contratos futuros de açúcar apresentaram ganhos modestos.

Não haverá negociação dos futuros de café arábica, açúcar bruto e cacau de Nova York na segunda-feira devido ao feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.

O açúcar bruto ficou praticamente inalterado nesta sexta-feira, fechando a 18,07 centavos por libra-peso. O mercado atingiu uma máxima de 16 meses, de 18,77 centavos, na quarta-feira. A semana foi encerrada com um ganho de 2,6%.

A produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil, principal área produtora, caiu 7,9% na primeira quinzena de agosto, informou o Ministério da Agricultura.

“À medida que o conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua se arrastando, os preços elevados da energia manterão os incentivos para que as usinas brasileiras priorizem a produção de etanol em detrimento do açúcar”, afirmou a BMI, uma unidade da Fitch Solutions.

O Brasil exportou 2,7 milhões de toneladas de açúcar em agosto, 27% a menos do que no ano anterior.

A BMI acrescentou que o El Niño representa riscos significativos para a produção de açúcar nos principais países produtores, Índia e Tailândia.

O El Niño deve se intensificar ainda mais até 2027 e pode ser o mais forte já registrado, aumentando os riscos de condições climáticas extremas no próximo ano, informou a Organização Meteorológica Mundial.

O contrato futuro do açúcar branco fechou em queda de US$ 3,50, ou 0,7%, a US$ 523,10 por tonelada.

Café

O café arábica ficou praticamente inalterado em US$ 2,956 por libra-peso, após atingir na quinta-feira a menor cotação em cinco semanas, de US$ 2,8975. O mercado registrou uma perda semanal de 5,5%.

O contrato está sob pressão geral devido à recuperação das exportações do Brasil, principal produtor, e ao retorno das chuvas à região cafeeira do país.

O Brasil exportou 45% mais café em agosto do que no mesmo mês do ano anterior, informou o governo nesta sexta-feira. Os embarques totalizaram 3,44 milhões de sacas.

Por outro lado, porém, o corretor e consultor Michael Nugent destacou: “Temos estoques certificados de arábica genuinamente escassos, estoques ainda baixos nos mercados de destino e… o El Niño”.

O contrato futuro do café robusta fechou com alta de US$ 56, ou 1,7%, a US$ 3.430 por tonelada, após atingir na quinta-feira a menor cotação em dois meses e meio, de US$ 3.329.

Cacau

O cacau de Londres ficou praticamente inalterado em £ 4.518 por tonelada, permanecendo um pouco abaixo da máxima de um ano registrada na terça-feira, de £ 4.988. O cacau em Londres registrou queda de 7% na semana.

O El Niño é motivo de preocupação para o cacau, mas a corretora ADMIS afirmou que essas preocupações diminuíram um pouco.

“O El Niño anterior trouxe um clima frio e úmido no final do verão, o que causou problemas com doenças. Pelo menos até agora neste ano, (a África Ocidental) tem evitado esse padrão”, afirmou a corretora.

O contrato de cacau de Nova York subiu 0,2%, para US$ 6.188 por tonelada. Ele também registrou queda de 7% na semana.

AutorReuters
FonteMoney Times
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