"Caminho sem volta", CEO da SAP defende a "empresa autônoma", nova aposta da companhia
Durante o SAP Connect, em Las Vegas, Christian Klein

O mundo dos negócios, e da tecnologia, vive um ponto sem retorno. Essa visão foi reforçada por Christian Klein, CEO da SAP, durante o SAP Connect, em Las Vegas. Ao apresentar a visão estratégica da companhia para o setor tecnológico e de negócios, o executivo destacou que a transição para o que denomina de "empresa autônoma" marca um ponto de ruptura no mercado atual. Com uma receita anual de US$ 42,4 bilhões e avaliada em US$ 234 bilhões, a empresa alemã tem sido um agente importante no jogo global da inteligência artificial.
Para Klein, o avanço impulsionado pela inteligência artificial já ultrapassou a fase das ferramentas isoladas ou de consultas pontuais, exigindo uma integração profunda em todas as funções empresariais essenciais, desde finanças e recursos humanos até à cadeia de abastecimento e aquisições. A proposta apresentada pelo CEO da SAP defende que as empresas não devem apenas adotar tecnologias isoladas, mas redefinir a forma como operam através de um ecossistema unificado.
O executivo usou este pano de fundo para destacar o SAP Business AI Platform, concebido para criar um ecossistema compartilhado onde dados de negócio e contextos complexos alimentam tanto colaboradores quanto agentes autônomos. "Nós conseguimos entender o impacto do novo assistente, o Joule Work, na prática internamente. Ele está ativo com 110 mil colaboradores e ja entrega ganhos de produtividade mensais em até 20%."
"O que apresentamos hoje ao mercado representa um momento revolucionário para nós como companhia. Junto com parceiros como Novartis, Nestlé e PwC, o objetivo é conectar inteligência em todas as funções para entregar resultados de negócios confiáveis", disse o executivo ao apresentar o Joule Work. A ferramenta mapeia mais de 7 milhões de campos de dados.
Klein detalhou como estas soluções operacionais conseguem resolver fluxos de trabalho complexos, automatizar processos como o reconhecimento de receitas e reduzir erros operacionais antes mesmo que furem seus ciclos. "Grandes organizações globais, de setores tão diversos como farmacêutica, bens de consumo e serviços profissionais, começaram a testar e a co-desenvolver estas ferramentas para mitigar tarefas repetitivas e permitir que os profissionais se concentrem na estratégia e na criação de valor", explicou.
O executivo reforçou que a ideia de "empresa autônoma" concentra pilares como eficiência, inteligência e, principalmente confiança. "A ideia de autonomia aqui deixa de ser uma promessa de futuro, e passa a ser uma realidade operacional em curso, redefinindo os padrões de competitividade e eficiência para clientes e parceiros", disse.
