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Sacre Investimentos
NegóciosMPOL
27/05/2026
3 min

Casal assume negócio da família e fatura US$ 6 milhões por ano com 'real estate eterno'

Casal assume negócio da família e fatura US$ 6 milhões por ano com 'real estate eterno'

No mercado imobiliário tradicional, a valorização dos ativos está intrinsecamente ligada aos ciclos econômicos, à infraestrutura urbana e às taxas de juros. Existe, contudo, um segmento de nicho que opera sob uma lógica de demanda perpétua e previsibilidade financeira absoluta: o setor funerário e de cuidados com a morte (death care).

Classificado de forma satírica pelos próprios operadores como um modelo de "real estate inovador", o segmento consiste na gestão de lotes de terra de dimensões reduzidas com propriedade definitiva e perpétua. O casal de millennials Shayda Frost, de 39 anos, e Timothy Amoui, de 36 anos, compreendeu o potencial de geração de caixa desse mercado ao assumir o controle da Lincoln Memorial Group, uma companhia que opera quatro cemitérios ativos em Atlanta, registrando um faturamento médio anual de US$ 6 milhões entre 2021 e 2025.

A transição para o setor ocorreu em julho de 2023, após o falecimento inesperado do pai de Frost, cuja família fundou a empresa na década de 1970. Até então estabelecidos em Los Angeles — onde Frost atuava como produtora de cinema e Amoui trabalhava em relações públicas financeiras —, os profissionais herdaram uma operação robusta em termos de receita, mas que demandava uma reestruturação gerencial profunda.

Desafiando o ceticismo de consultores e profissionais do setor que recomendavam a liquidação imediata dos ativos devido à complexidade regulatória e à falta de experiência prévia do casal, os novos proprietários decidiram reter o patrimônio familiar. Em 2025, o grupo consolidou uma receita bruta de US$ 6,3 milhões, convertida em um lucro líquido operacional de aproximadamente US$ 1,7 milhões, confirmando a resiliência financeira do negócio.

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Turnaround operacional e governança de dados analogicos

O principal desafio de governança identificado pelo casal ao assumir a liderança foi o atraso tecnológico crônico da operação, um cenário comum em empresas familiares tradicionais que mimetizava o ambiente corporativo da década de 1970.

A comunicação interna dependia de memorandos em papel e sistemas de interfone, enquanto centenas de milhares de registros históricos de sepultamentos e contratos permaneciam arquivados exclusivamente em formato físico. O processo de turnaround exigiu o desenho de um plano de digitalização massivo e progressivo para integrar as bases de dados analógicas aos softwares de gestão modernos, mitigando riscos de perda de dados e otimizando a auditoria de conformidade exigida pelos órgãos reguladores estaduais.

Do ponto de vista comercial, o faturamento da companhia é sustentado por quatro linhas de receita principais: venda de jazigos, câmaras de sepultamento (burial vaults), serviços profissionais de abertura e fechamento de túmulos, e comercialização de lápides e marcadores. A inteligência de mercado da operação divide-se entre atendimentos imediatos (at-need) e contratos planejados de forma antecipada (pre-need).

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AutorDa Redação
FonteExame
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