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Sacre Investimentos
Empresas
21/10/2026
2 min

Casas Bahia (BHIA3): Justiça de São Paulo aprova recuperação judicial da varejista

A Justiça de São Paulo aprovou o prosseguimento do processo de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia (BHIA3). Em decisão publicada nesta quarta-feira (21), a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira aceitou dar andamento ao pedido após análise dos requisitos legais e documentação apresentada. No entanto, houve a identificação de pendências, como a ausência de […]

Casas Bahia (BHIA3): Justiça de São Paulo aprova recuperação judicial da varejista

A Justiça de São Paulo aprovou o prosseguimento do processo de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia (BHIA3). Em decisão publicada nesta quarta-feira (21), a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira aceitou dar andamento ao pedido após análise dos requisitos legais e documentação apresentada.

No entanto, houve a identificação de pendências, como a ausência de demonstrações de fluxo de caixa de 2023 para quatro empresas e a apresentação de projeções financeiras apenas consolidadas.

A Justiça permitiu que o processo avance, mas determinou a complementação dos documentos, sob pena de revogação da decisão que autorizou o processamento.

A juíza manteve ainda o chamado stay period, que suspende determinadas execuções e atos de cobrança contra as empresas. O prazo original de 180 dias foi contado a partir de 19 de agosto de 2026.

A decisão determinou que a AJ Ruiz Consultoria Empresarial fique responsável por fiscalizar as atividades das empresas, acompanhar suas informações financeiras e apresentar relatórios mensais.

Recuperação judicial da Casas Bahia

O pedido de recuperação judicial teve aprovação do conselho de administração da companhia em meados de agosto, em meio a um cenário de deterioração das condições econômico-financeiras.

A varejista atribuiu a situação, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.

O pedido ocorreu após a empresa publicar os dados referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26), que mostrou um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no período.

De acordo com a varejista, o resultado foi impactado em R$ 9,1 bilhões por eventos não recorrentes, como contratos não performados, baixa de ativos, gastos com reestruturação e Imposto de Renda (IR) diferido.

Em termos ajustados, o prejuízo da Casas Bahia foi de R$ 978 milhões, um avanço de 76% na comparação anual.

Já a receita líquida da varejista foi de R$ 6,97 bilhões, crescimento de 1,6%, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado ficou em R$ 518 milhões, queda de 9,4%.

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AutorLorena Matos
FonteMoney Times
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