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PolíticaMPOLACS
29/06/2026
5 min

Caso do Banco Master respinga em Lula e Flávio Bolsonaro, mas o eleitor decisivo ainda não acompanha a disputa presidencial, mostra pesquisa BTG/Nexus

Caso do Banco Master respinga em Lula e Flávio Bolsonaro, mas o eleitor decisivo ainda não acompanha a disputa presidencial, mostra pesquisa BTG/Nexus

Desde que as primeiras notícias da fraude do Banco Master começaram a circular, a esquerda e a direita vêm num toma-lá-dá-cá para empurrar o caso para o adversário. Porém, no fim das contas, parece que ninguém saiu ileso. 

Segundo a pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (29), 35% dos entrevistados avaliam que tanto o grupo político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quanto o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão envolvidos no escândalo do Master

Já 32% avaliam que o caso é mais ligado apenas ao grupo de Flávio, enquanto 23% acreditam que o caso está ligado apenas ao grupo de Lula

A pesquisa do BTG/Nexus foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.009 pessoas entre a última sexta-feira (26) e domingo (28) nos 26 estados e no Distrito Federal. 

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, enquanto o índice de confiança é de 95%. 

O caso do Banco Master na disputa eleitoral 

Esta é a primeira pesquisa realizada depois da operação contra Jaques Wagner (PT-BA), agora ex-líder do governo no Senado. 

Ele foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga as movimentações do Banco Master e do dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro

A Polícia Federal suspeita que o senador teria recebido um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões e pagamentos que somariam R$ 3,5 milhões, supostamente por meio de uma empresa ligada a familiares. 

Apesar da investigação do órgão, o ocorrido não foi de conhecimento geral. Segundo o levantamento do BTG/Nexus, 24% dos entrevistados não ouviram falar da operação contra Wagner.  

Por outro lado, 17% não ouviram falar da conversa entre Flávio e Vorcaro, divulgada em 13 de maio, sobre financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.  

Ao todo, 82% ouviram falar do caso de Flávio e 75%, do caso de Wagner. 

Copa do Mundo, festa junina e... eleições de 2026 

Apesar disso, o mês de junho anda movimentado para os brasileiros: em meio à Copa do Mundo, festa junina e até o Dia dos Namorados, as eleições presidenciais de 2026 ficaram em segundo plano. 

De acordo com o levantamento, 44% dos entrevistados que se dizem indecisos estão se informando pouco, enquanto 30% não estão consumindo informações sobre a disputa presidencial. 

Na média geral, 16% dos entrevistados disseram estar se informando pouco, enquanto 14% afirmaram não estar se informando sobre os candidatos. 

A questão é que são justamente esses eleitores que devem definir o resultado da corrida eleitoral de outubro. Isso porque 74% já se decidiram em quem vão votar e não devem mudar de ideia. 

No cenário de uma eleição polarizada, em que 22% votam por rejeição a um candidato, são os 25% que ainda não têm certeza sobre a decisão que vão determinar o próximo presidente do país. 

Embora a maioria desses eleitores indecisos ainda não esteja acompanhando a disputa, 22% dizem estar se informando muito sobre os candidatos. Já na média geral, 26% afirmam o mesmo, enquanto 28% declaram estar se informando razoavelmente. 

Como fica o cenário das eleições de 2026 agora? 

Com os holofotes ainda voltados para os jogos da seleção brasileira, Lula e Flávio voltaram a ter empate técnico no segundo turno. 

O presidente contou com 47% das intenções de voto, enquanto o senador apareceu com 44%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, os dois candidatos voltam a empatar. 

Porém, o filho de Jair Bolsonaro cresceu um ponto percentual, tendo registrado 43% no levantamento anterior, divulgado em 15 de junho. Já Lula recuou dois pontos percentuais em relação aos 49% da última pesquisa. 

Além do eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa BTG Pactual/Nexus traçou outros três cenários com embates entre o presidente e os pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Renan Santos (Missão). 

Numa disputa com Caiado, Lula teria vantagem de 47% contra 39%. Em um segundo turno contra Zema, Lula teria 48% ante 38%. Já se o adversário fosse Renan Santos, o presidente venceria por 48% contra 36%. 

O primeiro turno das eleições segundo a pesquisa 

O levantamento do BTG/Nexus também mostrou o potencial cenário de primeiro turno com nove pré-candidatos a presidente.  

Lula lidera com 42%, seguido por Flávio Bolsonaro, que obteve 34%. Na esteira, aparecem Caiado, com 5%, Renan Santos, com 4% e Zema com 3%.  

Joaquim Barbosa (DC), Augusto Cury (Avante), o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e Cabo Daciolo (Mobiliza) obtiveram 1% cada. 

O total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum dos nomes apresentados foi de 5%. Já os indecisos ou que não opinaram somaram 3%. 

Em um segundo cenário para o primeiro turno, em que Augusto Cury, Aécio Neves e Cabo Daciolo não participam, Flávio Bolsonaro aparece com 35%, enquanto Renan Santos e Caiado contam com 5% das intenções de votos. 

O levantamento do BTG/Nexus contou com verificação do voto espontâneo, ou seja, sem indicação de quais candidatos concorrerão às eleições de 2026. 

A pesquisa costuma indicar com mais precisão a intenção de voto dos eleitores. Isso porque, na hora da votação, o eleitor não dispõe de opções e apenas insere os números do candidato. 

Na pesquisa espontânea, Lula saiu de 36% das intenções de voto no levantamento anterior para 38%. Já Flávio Bolsonaro, permaneceu em 27%, enquanto Renan Santos, Zema e Caiado apareceram com 3%, 2% e 1%, respectivamente. 

Outros candidatos foram lembrados por um total de 3%. Nesse segundo levantamento de junho, 20% não souberam responder ou não opinaram na pesquisa espontânea. O total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum nome foi de 6%. 

A rejeição também foi medida no levantamento, com Lula saindo de 47% para 49% de desaprovação pelo eleitorado brasileiro. Flávio Bolsonaro saiu de 52% para 51% de rejeição. 

*Com informações do Money Times.

AutorDani Alvarenga
FonteSeu Dinheiro
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