CEO do Santander (SANB11) admite que estratégia de reduzir risco pesa: ‘Vem nos custando no curto prazo’
O Santander Brasil (SANB11) sabe que a aposta em operações de menor risco tem um preço — e ele aparece na rentabilidade. Em teleconferência com analistas após o balanço do terceiro trimestre, o CEO Gilson Finkelsztain reconheceu que a mudança de estratégia tem pressionado os resultados, embora defenda que o caminho seja o mais acertado […]

O Santander Brasil (SANB11) sabe que a aposta em operações de menor risco tem um preço — e ele aparece na rentabilidade. Em teleconferência com analistas após obalanço do terceiro trimestre, o CEO Gilson Finkelsztain reconheceu que a mudança de estratégia tem pressionado os resultados, embora defenda que o caminho seja o mais acertado no longo prazo.
“A estratégia de colocar mais esforço e capital nos segmentos de menor risco vem nos custando no curto prazo, com queda de spread, mas é vitoriosa no longo prazo”, afirmou o executivo, em conversa com analistas.
- Veja também: Santander (SANB11) cai mais de 4% após balanço fraco; veja o que dizem Itaú BBA, BTG e Safra
O desafio agora é recuperar a rentabilidade sem voltar a assumir riscos maiores para acelerar o crédito. Para isso, o Santander pretende direcionar mais capital a clientes de alta renda e grandes empresas, além de reforçar a atuação em banco de atacado.
Nas pequenas e médias empresas, a orientação é crescer por meio de serviços, como gestão de caixa e adquirência, em vez de ampliar a concessão de crédito sem garantias.
“O crescimento no segmento PME será ancorado na transacionalidade, em cash management e adquirência, e não em crédito clean [sem a exigência de nenhuma garantia real]”, disse Finkelsztain.
