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EconomiaACSCMDT
16/06/2026
3 min

‘Cheguei numa tempestade perfeita’, diz ministro da Agricultura, que celebra volta da Petrobras (PETR4) para fabricação de fertilizantes

‘Cheguei numa tempestade perfeita’, diz ministro da Agricultura, que celebra volta da Petrobras (PETR4) para fabricação de fertilizantes

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, que está à frente da pasta há cerca de 70 dias, desde a saída de Carlos Fávaro, definiu o atual momento do agronegócio brasileiro como uma “tempestade perfeita” durante evento realizado em São Paulo nesta terça-feira (16).

Segundo ele, o cenário é resultado da combinação de fatores como o elevado endividamento dos produtores rurais, a fragilidade financeira do setor, as dificuldades relacionadas ao seguro rural e a necessidade de Planos Safra robustos, com taxas de juros compatíveis com a realidade do segmento.

Além desses desafios estruturais, o ministro destacou os impactos da guerra no Oriente Médio. De acordo com ele, um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, que deve ser firmado nos próximos dias, ajudaria a reduzir os efeitos negativos sobre o agronegócio, especialmente por meio da queda nos preços dos fertilizantes e do óleo diesel, dois insumos fundamentais para a atividade agropecuária.

Apesar dessa perspectiva, André de Paula ressaltou que os fertilizantes continuam sendo um desafio estratégico para o país. Por isso, o Ministério da Agricultura tem adotado uma política que ele chama de “diplomacia dos fertilizantes”, buscando fortalecer relações internacionais capazes de garantir o abastecimento desses produtos.

Como exemplo, o ministro citou a recente viagem à China que resultou no reconhecimento do Brasil como território livre de febre aftosa sem vacinação — status também reconhecido pela Rússia.

“A China se comprometeu a manter o fornecimento de fertilizantes para o Brasil e, como consequência, o preço da ureia no mercado nacional se estabilizou, retornando a níveis considerados compatíveis”, afirmou.

A aposta na produção nacional pela Petrobras

André de Paula também chamou a atenção para a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de reativar quatro grandes fábricas de fertilizantes ligadas à Petrobras.

Segundo o ministro da Agricultura, as unidades localizadas em Sergipe, Paraná e Bahia já estão em operação, enquanto a planta de Mato Grosso do Sul deve voltar a funcionar até o fim deste ano ou no início de 2027.

“Com todas as plantas em atividade, o Brasil passará a produzir cerca de 35% da ureia consumida internamente. A autossuficiência não é uma meta realista, mas reduzir nossa dependência externa é algo estratégico e fundamental”, disse.

A abertura de novos mercados também foi destacada pelo ministro. Segundo ele, o Brasil alcançou 641 aberturas de mercado desde o início do terceiro governo Lula, o equivalente a 91% da meta de 700 novos mercados. A expectativa é que esse objetivo seja atingido até o final de 2026.

AutorEquipe Trends
FonteMoney Times
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