Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
Mundo
02/07/2026
2 min

China atribui colisão de avião contra arranha-céu em Pequim a 'motivos pessoais'

China atribui colisão de avião contra arranha-céu em Pequim a 'motivos pessoais'

As autoridades da China afirmaram nesta quinta-feira, 2, que o piloto do monomotor que atingiu o arranha-céu China Zun, em Pequim, sofreu o acidente por "motivos pessoais".

Segundo a investigação, o homem, de 66 anos, enfrentava problemas de insônia e ansiedade e mantinha registros em um diário mencionando repetidamente ideais suicídas.

O piloto, identificado apenas pelo sobrenome Liu, morreu no impacto e foi a única vítima fatal da colisão, ocorrida na última sexta-feira. Outras 13 pessoas ficaram feridas, mas, de acordo com o governo local, todas estão fora de perigo e uma delas já recebeu alta hospitalar.

Segundo comunicado divulgado pelas autoridades do distrito de Chaoyang, Liu era trabalhador autônomo, divorciado e morava sozinho em Pequim. Ele obteve licença para voos esportivos em 2021 e a licença de piloto privado em 2024.

No dia do acidente, o piloto decolou de um aeródromo localizado no distrito de Pinggu, no nordeste da capital chinesa. Após participar de voos em formação, passou a voar sozinho.

De acordo com a investigação, Liu deixou a área autorizada para a operação, perdeu contato com o aeródromo e, pouco depois, colidiu contra o edifício.

As autoridades classificaram o episódio como um caso que afetou a segurança pública provocado por motivos pessoais.

O acidente abriu um grande buraco na fachada espelhada do China Zun, também conhecido como CITIC Tower. Com 528 metros de altura, o edifício é o mais alto da capital chinesa.

A base de dados Aviation Safety Network registrou o acidente e identificou a aeronave como um modelo Sunward SA60L Aurora, matrícula B-12PP. A organização, no entanto, informou que essa identificação ainda se baseia em fontes não oficiais.

O caso chamou atenção por ocorrer em Pequim, cidade que concentra a sede do governo chinês e do Partido Comunista e possui rígido controle sobre o espaço aéreo.

Nos últimos meses, as autoridades reforçaram as restrições para operações com drones e aeronaves de baixa altitude na região. Desde 2021, a China também mantém limitações para a construção de novos arranha-céus, como parte de uma política voltada à redução de projetos considerados excessivos ou pouco sustentáveis.

AutorEstela Marconi
FonteExame
Distribuído por