China defende nova rodada de diálogos após acordo entre EUA e Irã

A China afirmou nesta quinta-feira que recebeu com satisfação a assinatura do acordo-quadro entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e defendeu a continuidade das negociações entre os dois países.
Os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian formalizaram o memorando na quarta-feira. Pelo acordo, Teerã se compromete a reduzir seu estoque de urânio enriquecido em troca da suspensão de sanções americanas.
Em entrevista coletiva, o porta-voz da chancelaria chinesa, Lin Jian, afirmou que Pequim espera que as duas partes cumpram os compromissos assumidos e avancem para uma nova etapa de negociações.
Segundo Lin, a China espera que Washington e Teerã façam concessões durante a próxima rodada de conversas, que deverá tratar de temas mais sensíveis, como a redução do estoque de urânio altamente enriquecido do Irã sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.
O acordo também prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos, medidas consideradas centrais para a retomada do comércio na região.
China apoiou mediação do Paquistão
Pequim também voltou a elogiar o papel do Paquistão nas negociações. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif tem atuado como mediador do processo ao lado do Catar.
A China já havia manifestado apoio aos esforços diplomáticos de Islamabad. Em maio, o presidente Xi Jinping recebeu Sharif em Pequim para discutir alternativas para encerrar o conflito iniciado em fevereiro após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
*Com AFP
