China envia pandas-gigantes aos EUA após encontro entre Xi Jinping e Donald Trump
Animais ficarão por 10 anos no Zoológico de Atlanta em novo capítulo da chamada diplomacia do panda entre Pequim e Washington

RESUMO +
Os pandas-gigantes Ping Ping e Fu Shuang chegaram neste domingo, 27, ao Zoológico de Atlanta, na Geórgia, após serem enviados pela China aos Estados Unidos. Anunciado durante a visita de Xi Jinping a Washington, o empréstimo de dez anos retoma a chamada diplomacia do panda e marca o retorno da espécie ao zoológico após dois anos.
Dois pandas-gigantes enviados pela China aos Estados Unidos chegaram neste domingo, 27, ao Zoológico de Atlanta, na Geórgia, em um movimento anunciado durante a visita de Estado do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington para se encontrar com o presidente americano, Donald Trump.
Os animais, chamados Ping Ping e Fu Shuang, viajaram em um voo fretado operado pela FedEx que partiu do Aeroporto Internacional Chengdu Shuangliu, na China, por volta das 3h da manhã no horário local. A chegada a Atlanta ocorreu pouco antes das 7h da manhã no horário local, após aproximadamente 16 horas de voo, segundo a agência estatal chinesa Xinhua.
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O envio dos pandas ocorreu após uma cúpula presidencial marcada por simbolismo diplomático, mas com poucos avanços concretos anunciados. Os animais permanecerão no Zoológico de Atlanta pelos próximos 10 anos.
O que é a diplomacia do panda?
A diplomacia do panda é a estratégia da China de emprestar pandas-gigantes a outros países como forma de fortalecer relações internacionais. Os animais são considerados símbolos de cooperação e costumam ser enviados em acordos de longo prazo entre Pequim e instituições estrangeiras.
A prática ganhou destaque em 1972, quando a China presenteou os Estados Unidos com um casal de pandas após a visita do presidente americano Richard Nixon ao país asiático. Desde então, os empréstimos dos animais passaram a fazer parte da relação diplomática chinesa com diferentes governos.
Os pandas continuam sob propriedade da China durante os períodos de empréstimo, e os acordos geralmente envolvem cooperação entre zoológicos e centros de pesquisa.
Viagem teve acompanhamento de tratadores e alimentação especial
Para garantir o bem-estar dos animais durante o trajeto, foram preparados alimentos como bolinhos de milho cozidos no vapor, brotos de bambu e cenouras, informou o Global Times.
Tratadores experientes viajaram dos Estados Unidos para acompanhar Ping Ping e Fu Shuang durante o voo, segundo o veículo estatal chinês. A aeronave Boeing 777 utilizada no transporte chegou a estar entre os voos mais acompanhados na plataforma FlightRadar24 enquanto se aproximava do Alasca.
O Zoológico de Atlanta reformou as instalações destinadas aos pandas e montou uma equipe especializada para receber os animais. A instituição também garantiu o fornecimento de bambu cultivado localmente para a alimentação dos novos moradores.
Atlanta volta a receber pandas após ausência desde 2024
O Zoológico de Atlanta abrigou pandas emprestados pela China durante 25 anos, desde 1999, mas ficou sem nenhum exemplar desde 2024.
Ping Ping e Fu Shuang nasceram em 2020. O macho tem seis anos, enquanto a fêmea completará seis anos no próximo mês. Pandas-gigantes em cativeiro costumam viver cerca de 30 anos.
A Base de Pesquisa para a Criação de Pandas-Gigantes de Chengdu realizou uma cerimônia de despedida antes da viagem dos animais aos Estados Unidos.
Relação entre China e EUA ganha novo símbolo
O envio dos pandas ocorre em um momento de retomada de um símbolo tradicional da relação entre Pequim e Washington. Em décadas anteriores, os animais foram usados como instrumento de aproximação diplomática entre os dois países.
No início deste ano, a China retirou dois pandas do Japão após uma disputa diplomática envolvendo declarações do primeiro-ministro japonês sobre uma possível intervenção militar de Tóquio em caso de um ataque contra Taiwan.
Com a chegada de Ping Ping e Fu Shuang, o Zoológico de Atlanta volta a integrar a rede internacional de instituições que recebem pandas-gigantes em acordos firmados com Pequim.
