Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
Economia
20/07/2026
2 min

China mantém taxas de empréstimo de referência pelo 14º mês consecutivo em julho

China mantém taxas de empréstimo de referência pelo 14º mês consecutivo em julho

A China deixou inalteradas as taxas de empréstimo de referência pelo 14º mês consecutivo nesta segunda-feira, em linha com as expectativas do mercado.

A manutenção das taxas primárias de empréstimo (LPRs) sugere que as autoridades continuam pacientes, mantendo os juros apesar dos dados econômicos do segundo trimestre mais fracos do que o esperado, que destacaram o crescimento desigual da segunda maior economia do mundo.

A LPR de um ano foi mantida em 3,00%, enquanto a LPR de cinco anos permaneceu em 3,50%.

Em uma pesquisa da Reuters com 23 participantes do mercado realizada na semana passada, todos previram que não haveria alteração em nenhuma das duas taxas.

A economia da China cresceu no ritmo mais lento em mais de três anos no segundo trimestre, ficando abaixo das previsões, com a fraqueza do consumo das famílias ofuscando a solidez da indústria e das exportações e intensificando as preocupações com a sustentabilidade a longo prazo de seu modelo de crescimento desequilibrado.

A economia da China enfrenta um desequilíbrio estrutural entre oferta forte e demanda fraca, afirmou o Banco do Povo da China neste mês, comprometendo-se a manter uma política monetária adequadamente frouxa e a intensificar o apoio financeiro para reanimar o consumo interno.

A atenção se voltará para a próxima reunião do Politburo, na qual se espera que as autoridades definam a agenda econômica para o segundo semestre do ano.

“Todos os olhos estão agora voltados para a reunião do Politburo no final de julho, focada na economia”, disse Kelvin Lam, economista sênior da Pantheon Macroeconomics.

“Estaremos atentos a sinais de que as autoridades reconhecem a importância de estabilizar as finanças das famílias, possivelmente preparando um plano mais abrangente para estabilizar o setor imobiliário e quebrar o ciclo vicioso entre a queda dos preços dos ativos e o enfraquecimento da confiança do consumidor.”

AutorReuters
FonteMoney Times
Distribuído por