Citi aumenta posição a Brasil após o primeiro turno; veja as duas apostas do banco
O Citi elevou a exposição ao risco brasileiro nesta segunda-feira (5), mais otimista com uma mudança de governo no Brasil após Flávio Bolsonaro (PL) ficar numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e levar a disputa pela Presidência para o segundo turno. Agora, no dia seguinte à primeira etapa das eleições, […]

O Citi elevou a exposição ao risco brasileiro nesta segunda-feira (5), mais otimista com uma mudança de governo no Brasil após Flávio Bolsonaro (PL) ficar numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e levar a disputa pela Presidência para o segundo turno.
Agora, no dia seguinte à primeira etapa das eleições, os mercados preditivos, proibidos no Brasil, já precificam quase 90% de chance de vitória de Flávio.
Com isso, o Citi vê espaço para uma continuidade do movimento de alta nos ativos brasileiros e, por isso, passaram a comprar Ibovespa (IBOV) e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) com vencimento em 2031, sem hedge cambial.
Nesta segunda-feira, o IBOV, por exemplo, chegou a encostar nos 210 mil pontos em reação ao resultado do primeiro turno.
Na avaliação dos analistas Alice Zheng e Dirk Willer, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é o candidato mais favorável ao mercado, com promessas de austeridade fiscal, privatizações, desregulamentação e cortes de impostos sobre o consumo (IVA).
Além disso, o forte desempenho do PL no Senado também deve facilitar a aprovação da agenda legislativa, caso Flávio se torne presidente.
“O resultado no Senado reduz a probabilidade de que Lula ainda consiga reverter o resultado, uma vez que houve uma onda ampla de votos que se afastou de Lula“, destacou a dupla de analistas.
