Citi corta preço-alvo de Grupo Mateus (GMAT3) e Assaí (ASAI3); ‘Pouco motivo para otimismo’, dizem analistas
O Citi rebaixou os preços-alvo para as ações do Grupo Mateus (GMAT3) e do Assaí (ASAI3), mantendo a recomendação neutra para ambas as varejistas. Na visão dos analistas, há “pouco motivo para otimismo”, embora as dificuldades do setor pareçam já estar precificadas. No caso do Grupo Mateus, o preço caiu de R$ 4,70 para R$ […]

O Citirebaixou os preços-alvo para as ações do Grupo Mateus (GMAT3) e do Assaí (ASAI3), mantendo a recomendação neutra para ambas as varejistas. Na visão dos analistas, há “pouco motivo para otimismo”, embora as dificuldades do setor pareçam já estar precificadas.
No caso do Grupo Mateus, o preço caiu de R$ 4,70 para R$ 4, o que implica um potencial de cerca de 5,5%. Já para o Assaí, o preço saiu de R$ 10,50 para R$ 9,50, um potencial de 21%.
Enquanto a inflação de alimentos acelerou para 2,5% no segundo trimestre do ano, ante estabilidade no primeiro trimestre, dados da indústria mostraram volumes piores e maior efeito de migração para produtos mais baratos (-3,5% ante -1,4%), deixando as vendas nas mesmas lojas (SSS) do segmento de atacarejo no Brasil praticamente estáveis em -1,1%.
Regionalmente, o Nordeste desacelerou ainda mais, para -3,3%, enquanto a Grande São Paulo permaneceu praticamente estável, sugerindo um cenário mais favorável para o Assaí do que para o Grupo Mateus, na visão do Citi.
“Com ambas as ações — ajustadas para uma comparação mais adequada de impostos recorrentes (excluindo a subvenção de ICMS) — sendo negociadas com prêmio em relação ao varejo de vestuário (Assaí/Grupo Mateus a aproximadamente 10 vezes/9 vezes o preço sobre o lucro estimado para 2027), seguimos neutros em relação às ações”, dizem os analistas.
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O que esperar do 2T25 de Grupo Mateus e Assaí
Para o segundo trimestre do Assaí, o Citi projeta um SSS (vendas de mesmas lojas) efetivo de -0,05%, ligeiramente abaixo do consenso da Visible Alpha, de 0,0%.
Em uma base comparável, excluindo créditos tributários, a margem bruta deve ter expansão de 20 pontos-base na comparação anual. No entanto, os analistas veem esse efeito sendo compensado por despesas operacionais (opex) mais elevadas, especialmente pelos custos com pessoal relacionados às novas operações de farmácias.
- Leia mais: Assaí (ASAI3) estreia no setor farmacêutico; o que os analistas esperam da aposta – Money Times
“Nossas estimativas de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado e lucro líquido ajustado após a adoção do IFRS são 7% e 8% superiores ao consenso, respectivamente, devido ao maior benefício esperado com créditos tributários, de R$ 400 milhões”, diz o banco.
O Citi reduziu as estimativas de lucro ajustado (após IFRS 16) para 2026 e 2027 entre aproximadamente 10% e 20%, refletindo SSS mais fraco e maiores despesas financeiras, com estimativa da taxa de juros para 2027 elevada em cerca de 100 pontos-base.
O Assaí divulga os números do 2T26 no dia 6 de agosto, com teleconferência sobre os resultados marcada para o dia seguinte.
Já no caso do Grupo Mateus, o Citi espera um trimestre difícil, com uma queda acentuada de 7% no SSS. Os analistas destacam que isso implica em perda de participaçãode mercado em função de mudanças nas práticas do ataco B2B (de empresa para empresa).
“A queda nas vendas e a desalavancagem operacional devem pressionar as margens de Ebitda, apesar de alguns benefícios provenientes da redução de custos. Reduzimos nossas estimativas de lucro (após IFRS 16) para 2026 e 2027 entre 4% e 6%”, diz o banco.
A divulgação do balanço do Grupo Mateus está marcada para 13 de agosto, com teleconferência de resultados no dia seguinte.
