Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
CarreiraBDR
03/08/2026
4 min

Cofundador da Netflix aposta em inteligência emocional e indica este exercício para equipes

Reed Hastings diz que competências humanas devem ganhar valor à medida que tarefas técnicas são automatizadas

Cofundador da Netflix aposta em inteligência emocional e indica este exercício para equipes

Se tivesse hoje uma criança de três anos, Reed Hastings, cofundador da Netflix e integrante do conselho da Anthropic, investiria com mais intensidade no desenvolvimento de habilidades emocionais. A aposta parte de uma lógica de mercado: enquanto a inteligência artificial amplia a oferta de competências técnicas, capacidades como autoconhecimento, empatia e gestão de relacionamentos podem se tornar mais escassas — e, por isso, mais valiosas. 

Hastings afirma que atividades ligadas ao campo emocional devem ser menos afetadas pela IA, já que as pessoas continuam reagindo de maneira humana às interações, às histórias e aos relacionamentos.

O argumento não significa que conhecimentos técnicos perderão relevância. A transformação está no que passa a diferenciar profissionais quando ferramentas capazes de analisar dados, produzir textos, resumir documentos e escrever códigos se tornam acessíveis a um número cada vez maior de pessoas. As informações foram retiradas da Forbes.

As emoções podem te travar ou te impulsionar. Em apenas 6 horas, aprenda a controlá-las e use-as a seu favor

O trabalho emocional ainda passa despercebido nas empresas

Perceber que um colega está sobrecarregado, adaptar uma conversa ao momento da equipe ou ajudar um profissional menos experiente a atravessar uma decisão difícil são atividades que afetam resultados, mas raramente aparecem em planilhas.

Santiago Jaramillo, cofundador da consultoria Pragmatico, argumenta que as empresas passaram anos promovendo profissionais principalmente por entregas visíveis e números trimestrais. Depois, descobriram que parte desses profissionais não estava preparada para desenvolver pessoas ou administrar a dinâmica de uma equipe.

Esse descompasso aparece quando o melhor especialista técnico é promovido a gestor sem ter desenvolvido escuta, autogestão ou capacidade de dar feedback. O cargo muda, mas os critérios usados para avaliar o profissional permanecem concentrados apenas na produção individual.

Na era da IA, esse modelo tende a se tornar ainda mais frágil. Quanto mais tarefas forem aceleradas pela tecnologia, maior será a necessidade de líderes capazes de organizar o trabalho coletivo, administrar conflitos e manter pessoas engajadas.

Um exercício para tornar padrões emocionais visíveis

A Forbes apresenta um exercício chamado “Manual de Operações Pessoal”, aplicado pela Pragmatico em uma reunião de equipe. Cada participante responde a cinco perguntas:

“Eu trabalho melhor quando…”

“Eu perco o equilíbrio quando…”

“Um padrão que reconheço em mim é…”

“Você saberá que estou sob pressão quando…”

“A forma mais útil de me apoiar ou desafiar é…”

O objetivo não é transformar o ambiente de trabalho em uma sessão de terapia. A proposta é tornar explícitos comportamentos que normalmente são percebidos apenas depois de um conflito.

Uma pessoa pode descobrir que precisa de tempo para pensar antes de responder. Outra pode preferir ser confrontada diretamente. Um gestor pode reconhecer que acelera decisões quando está pressionado, enquanto seu colega tende a desacelerar e elevar o padrão de exigência.

Quando esses padrões são nomeados, a equipe reduz a necessidade de adivinhar o que está acontecendo.

Quer transformar suas emoções em força? Inscreva-se gratuitamente e descubra como agir com equilíbrio em qualquer situação

O líder precisa começar pela própria vulnerabilidade

O exercício só produz confiança quando a liderança participa de forma genuína. Se o gestor pede abertura, mas evita reconhecer seus próprios padrões, a equipe entende rapidamente que a vulnerabilidade é esperada apenas dos outros.

Admitir que fica impaciente diante de atrasos ou que se fecha quando está sobrecarregado não reduz a autoridade. Pode mostrar que o líder reconhece o impacto de seu comportamento e está disposto a administrá-lo.

Essa abertura precisa ter limites. Inteligência emocionalnão exige exposição irrestrita da vida pessoal. O foco está em compartilhar informações que ajudem a equipe a trabalhar melhor.

Também não basta realizar o exercício uma vez. Os padrões identificados precisam ser retomados quando surgirem tensões, mudanças ou decisões difíceis.

Aprenda sobre inteligência emocional com especialistas

No fim das contas, dominar a inteligência emocional é dominar a si mesmo. Esse curso é uma oportunidade gratuita para aprender a se automotivar diante de dificuldades, manter o equilíbrio em momentos de alta pressão e liderar com empatia e impacto. 

Se você quer transformar suas emoções em um diferencial competitivo, esta é a hora de dar o próximo passo. O curso online gratuito Inteligência Emocional é a oportunidade de desenvolver habilidades que podem transformar sua carreira. 

Inscreva-se agora e descubra como dominar suas emoções pode ser o diferencial que faltava para acelerar sua trajetória

AutorGabriella Uota
FonteExame
Distribuído por