Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
Mundo
21/07/2026
4 min

Colômbia sediará escritório de aliança antidrogas de Trump, diz Espriella

Colômbia sediará escritório de aliança antidrogas de Trump, diz Espriella

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou nesta terça-feira, 21, que o país sediará um escritório da iniciativa "Escudo das Américas" (Shield of the Americas), aliança internacional de combate ao narcotráfico criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A estrutura será instalada na cidade de Medellín, um dos principais símbolos históricos da violência ligada ao tráfico de drogas na América Latina.

O anúncio reforça a aproximação entre o futuro governo colombiano e Washington, iniciada ainda durante a campanha eleitoral.

Espriella assume a Presidência em 7 de agosto e já havia prometido integrar o país à coalizão de governos alinhados aos Estados Unidos no combate ao crime organizado.

Colômbia vai integrar coalizão antidrogas dos EUA

A Colômbia é atualmente a maior produtora mundial de cocaína, mas não integrou a iniciativa internacional de combate ao narcotráfico criada pelo governo Trump durante a gestão do presidente Gustavo Petro.

Além de Bogotá, países como Brasil e México também ficaram fora da aliança.

Com a posse de De la Espriella, o país deverá passar a integrar o grupo de governos aliados dos Estados Unidos, ao lado de Argentina, Equador e El Salvador.

Nesta terça-feira, o presidente eleito anunciou que um escritório do Shield of the Americas será instalado em Medellín. Segundo ele, a cidade representa "a cabeça da serpente do narcotráfico e do crime organizado".

Medellín foi a principal base de atuação do traficante Pablo Escobar e tornou-se uma das cidades mais violentas do mundo nas décadas de 1980 e 1990 durante a guerra do cartel contra o Estado colombiano.

Segundo a AFP, organizações criminosas ligadas ao tráfico internacional ainda mantêm presença na região.

Aproximação com Washington na segurança pública

O combate ao narcotráfico e aos grupos armados ilegais será um dos principais eixos do novo governo colombiano.

Durante a campanha, Espriella prometeu lançar um "Plano Colômbia II", em referência ao programa de cooperação firmado entre Bogotá e Washington no início dos anos 2000.

Entre as propostas estão o fortalecimento da cooperação militar com os Estados Unidos e também com Israel, a construção de megapresídios, a retomada da erradicação de plantações de coca com pesticidas e o endurecimento da política de segurança.

O presidente eleito também prometeu desmontar a estratégia de "paz total" adotada por Gustavo Petro, baseada em negociações com grupos guerrilheiros, e afirmou que pretende intensificar o enfrentamento às organizações criminosas.

As relações entre Bogotá e Washington passaram por momentos de tensão durante o governo Petro, principalmente em razão de divergências sobre a política de combate ao narcotráfico. Em determinado momento, Petro chegou a ser alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos, embora os dois governos tenham reaproximado suas relações nos últimos meses.

Aliança entre Trump e Espriella

Logo após a divulgação dos resultados do segundo turno apertado da eleição colombiana,  Trump, parabenizou De la Espriella pela vitória.

"Parabéns a 'El Tigre' (o tigre!) Abelardo de la Espriella, o novo Presidente da Colômbia! Foi uma grande honra apoiá-lo e espero trabalhar em conjunto para construir uma relação sólida entre a Colômbia e os Estados Unidos da América, que trará novos patamares de grandeza para ambos os países!", escreveu Trump na rede Truth Social.

Sem experiência prévia em cargos eletivos, De la Espriella derrotou por menos de um ponto percentual o senador Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro. O resultado encerrou o ciclo iniciado em 2022, quando a esquerda chegou ao poder pela primeira vez na história do país.

No início de junho, Trump declarou apoio ao candidato da direita. Em uma publicação na Truth Social, classificou De la Espriella como "um líder inteligente, forte e determinado" e afirmou que os resultados da eleição seriam decisivos para o futuro da relação entre os dois países.

A manifestação foi seguida por declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que afirmou que Washington trabalharia para garantir que o segundo turno colombiano ocorresse de forma "livre e justa".

Na ocasião, De la Espriella agradeceu o que chamou de "apoio decisivo" de Trump e prometeu construir uma relação com os Estados Unidos "como nunca antes".

Com AFP

AutorPaloma Lazzaro
FonteExame
Distribuído por