Com 15 palcos e 300 palestrantes, evento transforma Porto Alegre em centro de conexões nesta semana
Realizada pelo Instituto Caldeira, iniciativa gratuita reúne executivos, empreendedores, estudantes e delegações internacionais para discutir inovação, tecnologia e novos negócios em Porto Alegre.

O Instituto Caldeira, hub de inovação em Porto Alegre, abriu nesta segunda-feira, 21, a quinta edição da Semana Caldeira, evento que reúne negócios, tecnologia, saúde, educação, cultura e empreendedorismo na capital gaúcha. A programação segue até 25 de setembro com mais de 300 palestrantes, 130 painéis, 15 oficinas, 10 workshops e 15 palcos simultâneos.
Criada pelo Instituto Caldeira, a iniciativa espera receber entre 14 mil e 15 mil pessoas ao longo dos cinco dias. No primeiro dia, segundo Pedro Valério, CEO do Instituto Caldeira, o evento já superou a expectativa inicial, com 2.300 participantes.
“A semana é a semana mais entusiasmante do ano porque nasceu com o objetivo de oferecer para a sociedade um pouco daquilo que a gente vive no dia a dia: conteúdos incríveis, gente muito interessante e oportunidades de negócio e empreendimentos saindo por todos os lados”, afirma Valério.
O evento é gratuito e reúne participantes de diferentes setores, incluindo empresas, startups, estudantes e empreendedores. Entre os nomes confirmados estão João Adibe, presidente da Cimed; Diego Barreto, CEO do iFood; André Bier Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração da Gerdau; Diego Puerta, presidente da Dell Technologies; Colin Bryar, ex-vice-presidente da Amazon; e Arun Chandrasekaran, da Gartner.
Como a Semana Caldeira cresceu desde a primeira edição
A primeira edição da Semana Caldeira teve uma escala muito menor. Segundo Valério, o evento começou em 2021 como uma iniciativa para cerca de 80 pessoas e chegou à quinta edição com uma programação que ocupa diferentes espaços do Instituto Caldeira.
“Foi maluco porque chegar na quinta edição a gente estava resgatando agora para uma apresentação as primeiras fotos, as primeiras apresentações lá da Semana Caldeira da primeira edição. Era um evento para 80 pessoas. A Semana Caldeira de 2021 teve 300 pessoas. E realmente o negócio tomou uma proporção muito significativa”, diz.
A proposta, segundo o executivo, é transformar o evento em um ponto de encontro entre diferentes comunidades. A programação deste ano foi organizada em torno de temas como inteligência artificial, transformação digital, liderança, marketing, saúde, educação e futuro dos negócios.
“Como são diferentes segmentos, eu tenho uma turma muito forte da saúde hoje, amanhã eu tenho agro, depois eu tenho marketing, esportes, tecnologia, desenvolvimento de software, soluções baseadas na natureza, regeneração urbana. A intenção é justamente que a gente consiga reunir aqui diferentes tribos, diferentes comunidades”, afirma.
Pedro Valério, CEO do Instituto Caldeira: “A intenção é reunir diferentes tribos e comunidades” (Leandro Fonseca/Exame)
Como um evento gratuito busca reunir empresas, estudantes e empreendedores
Um dos pilares da Semana Caldeira é manter a participação gratuita na programação principal. Segundo Valério, a estratégia é ampliar o acesso ao conteúdo e evitar que o evento seja restrito a profissionais já inseridos no mercado.
“É um delírio, né? Porque a gente sempre falou: a gente quer constituir um evento global. E a oportunidade aqui do Caldeira é a gente estar o tempo inteiro na Europa, Estados Unidos, China visitando essas atividades, esses eventos”, diz.
Para viabilizar a iniciativa, o Instituto Caldeira conta com patrocinadores. A ideia, segundo o CEO, é permitir que pequenos e médios empresários, estudantes e novos empreendedores também circulem pelo ambiente.
“A oportunidade do pequeno e médio empresário de circular aqui dentro, a oportunidade da gente ter alguns estudantes já perto de ingressar realmente dentro do mercado de trabalho circulando aqui dentro e não ser de fato um evento só para os já convertidos”, afirma.
Quais são os temas que ganham destaque nesta edição
A programação da Semana Caldeira foi distribuída em diferentes trilhas de conteúdo. No primeiro dia, os debates incluem inteligência artificial aplicada à saúde, transformação dos negócios digitais e cultura organizacional.
Entre os destaques está o painel sobre inteligência artificial na saúde, com representantes do Dana-Farber Cancer Institute, ligado à Universidade Harvard, além de especialistas brasileiros. A discussão aborda avanços tecnológicos, pesquisa e novos protocolos para tratamento do câncer.
Valério destaca a velocidade das mudanças no setor. “Em 1950 tem um estudo que mostrava que o conhecimento da medicina dobraria até os anos 2000. Hoje, o conhecimento da medicina dobra a cada 72 dias”, afirma.
Segundo ele, a presença de instituições internacionais representa uma oportunidade para aproximar o ecossistema gaúcho de discussões globais.
“Receber a turma do Dana-Farber, que é ligado ao Harvard Medical Center, e poder trazer projetos como o que está acontecendo em Boston, de um hospital 100% construído com IA e gerido por inteligência artificial, para mim é fascinante”, diz.
O que a Semana Caldeira quer construir para os próximos anos
Além dos painéis, a programação inclui atividades práticas, como oficinas e workshops sobre inteligência artificial, liderança, sucessão, cultura de aprendizagem, experiências de marca e reforma tributária.
A Semana Caldeira também recebe delegações de pelo menos 12 países e promove o Portas Abertas, iniciativa em que empresas integrantes da comunidade Caldeira recebem atividades em seus próprios espaços.
Para Valério, o evento representa uma extensão do trabalho realizado diariamente pelo Instituto Caldeira, que conecta empresas, startups, universidades, poder público e sociedade civil.
“A Semana Caldeira pode ser infinitas semanas dentro de uma mesma semana”, afirma o executivo. “A intenção justamente é que a gente consiga reunir diferentes tribos, diferentes comunidades e, através dessa intersecção, o projeto tome realmente forma e significado para a sociedade.”
