Com Flávio, Ibovespa deve saltar entre 11% a 20%, diz BTG Pactual
Flávio Bolsonaro (PL) surpreendeu o mercado ao superar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições e abrir uma vantagem de 2,2 milhões de votos frente ao incumbente. Para o BTG Pactual, o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é o favorito a vencer o segundo turno, em 25 […]

Flávio Bolsonaro (PL) surpreendeu o mercado ao superar o presidenteLuiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições e abrir uma vantagem de 2,2 milhões de votos frente ao incumbente.
Para o BTG Pactual, o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é o favorito a vencer o segundo turno, em 25 de outubro.
“Se o candidato de direita Flávio Bolsonaro for eleito, os participantes do mercado esperariam medidas mais decisivas para enfrentar os urgentes desequilíbrios fiscais do país, desencadeando uma alta dos mercados”, destacam os analistas Carlos Sequeira, Osni Carfi e Bruno Ferreira em relatório divulgado nesta segunda-feira (5).
Se o cenário se confirmar, a equipe acredita que o Ibovespa (IBOV), principal índice da bolsa brasileira, deve voltar à média histórica de 11,9 vezes o P/L, o que significa um potencial de alta de 20% em reais.
Hoje, o IBOV é negociado a múltiplo de 10 vezes o preço sobre lucro (P/L) projetado para os próximos 12 meses, excluindo Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), o que representa um desvio-padrão abaixo da média histórica.
“Se o Ibovespa avançar para um desvio-padrão acima da média, o que é bastante possível, o potencial de alta poderia variar de 32% a 45%”, calculam os analistas.
Nesta segunda-feira, em reação ao placar do primeiro turno, o IBOV bateu máxima intradia com salto de 9,10%, aos 209.605,70 pontos, também em recorde nominal histórico.
Quais ações podem se beneficiar de uma vitória de Bolsonaro?
Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno também poderia favorecer setores mais sensíveis à atividade econômica e à percepção de risco do mercado, na visão do BTG Pactual.
Entre os segmentos que tendem a apresentar desempenho superior estão varejo, construtoras de médio e alto padrão, empresas do mercado de capitais e companhias mais alavancadas.
Entre as preferências dos analistas estão Renner (LREN3), C&A (CEAB3), Assaí (ASAI3), Cyrela (CYRE3), B3 (B3SA3), XP (XPBR31), Localiza (RENT3), Motiva (MOTV3), Rede D’Or (RDOR3), Equatorial (EQTL3), Energisa (ENGI11), Auren (AURE3), Sabesp (SBSP3) e Allos (ALOS3).
O relatório também destaca ações com maior exposição ao chamado beta — ou seja, mais sensíveis a uma melhora do humor do mercado — como Movida (MOVI3), Vamos (VAMO3), Cosan (CSAN3), Dexco (DXCO3) e Bradesco (BBDC4).
As empresas mais alavancadas também tendem a se beneficiar de um cenário de reprecificação dos ativos brasileiros, segundo o banco. Entre elas estão Auren Energia (AURE3), BrasilAgro (SOJA3), Equatorial (EQTL3), MBRF (MBRF3), JBS (JBSS32) e Hapvida (HAPV3).
Isso ocorre porque uma melhora na percepção sobre o ambiente fiscal e econômico pode reduzir o custo de capital e favorecer companhias que carregam níveis mais elevados de dívida.
