Com queda de 29% em 2026, fundo imobiliário anuncia primeiro programa de recompra de cotas
O fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) anunciou, por meio de fato relevante, que aprovou um programa de recompra de até 9,59 milhões de cotas. De acordo com o documento, a iniciativa começará em 3 de novembro de 2026 e terá prazo de até 12 meses, com encerramento previsto para 19 de outubro de 2027. […]
O fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) anunciou, por meio de fato relevante, que aprovou um programa de recompra de até 9,59 milhões de cotas.
De acordo com o documento, a iniciativa começará em 3 de novembro de 2026 e terá prazo de até 12 meses, com encerramento previsto para 19 de outubro de 2027.
O veículo poderá recomprar até 10% das suas cotas existentes na bolsa de valores (B3), a preços de mercado, desde que o preço pago por papel seja inferior ao valor patrimonial apurado no dia imediatamente anterior à operação.
As cotas adquiridas serão canceladas imediatamente após a liquidação das transações, conforme a regulamentação vigente.
Primeiro programa de recompra do TRXF11
Ainda segundo o comunicado, este será o primeiro programa de recompra de cotas do TRXF11. A gestora, TRX Real Estate, afirmou que a iniciativa amplia as alternativas de administração ativa e alocação de capital do fundo.
O objetivo, de acordo com o veículo, é aproveitar momentos em que as cotas são negociadas abaixo do preço patrimonial para gerar valor aos cotistas.
Atualmente, cabe ressaltar, o fundo negocia a 0,74 vez o P/VP (valor patrimonial por cota), com queda acumulada na B3 de 29% em 2026.
A TRX Real Estate ressaltou, no entanto, que a recompra é facultativa e que não há garantia de que o limite de 9,59 milhões de papéis será atingido.
O programa também poderá ser suspenso, interrompido ou encerrado a qualquer momento, a critério dos prestadores de serviços essenciais, mediante divulgação ao mercado.
Programa de recompra
A recompra de papéis já é comum entre companhias listadas na bolsa de valores. Empresas abertas costumam recorrer a esse tipo de operação quando consideram que suas açõesestão descontadas, como forma de sinalizar confiança aos acionistas.
No caso dos fundos imobiliários (FIIs) e fiagros, porém, o mecanismo é algo mais recente e só passou a ser autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em maio de 2025.
