Commodities ou geopolítica? O que favorece a alta de 1% do Ibovespa nesta terça (25)
O Ibovespa (IBOV) engata na quinta sessão positiva nesta terça-feira (25), impulsionado por ações ligadas a commodities, como a Vale (VALE3) e notícias do cenário geopolítico. Na máxima, o principal índice da bolsa brasileira avançou 1,16%, aos 173.896,41 pontos. Por volta as 15h46 (horário de Brasília), o IBOV tinha alta de 1,00%, aos 173.626,44 pontos. […]

O Ibovespa (IBOV) engata na quinta sessão positiva nesta terça-feira (25), impulsionado por ações ligadas a commodities, como a Vale (VALE3) e notícias do cenário geopolítico.
Na máxima, o principal índice da bolsa brasileira avançou 1,16%, aos 173.896,41 pontos. Por volta as 15h46 (horário de Brasília), o IBOV tinha alta de 1,00%, aos 173.626,44 pontos.
No começo da tarde, os governos do Irã e de Omã concordaram com a criação de um corredor marítimo conjunto temporário no Estreito de Ormuz e promover a retirada de minas da região.
Em comunicado conjunto, os países afirmam que as negociações técnicas entre as partes continuarão com a finalidade de chegar a um acordo sobre um corredor marítimo permanente, além de estabelecer diretrizes para uma futura gestão do estreito.
A notícia fez com que os preços do petróleo, já no terreno negativo, perdessem mais força. Por volta das 15h27 (horário de Brasília), o barril do Brent para novembro recuava 3,59%, a US$ 87,29, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Na avaliação da analista de ações da Nomad, Rebecca Nossig, o mercado acionário brasileiro apresentou um pregão de forte recuperação ao longo do dia, descolando-se da hesitação observada nas primeiras horas da negociação.
“O cenário virou de forma contundente ao longo da tarde. A arrancada demonstra uma resiliência do mercado, consolidando a tentativa de estender uma sequência recente que já contava com quatro pregões consecutivos de fechamento em alta”, diz.
De acordo com Nossig, a dinâmica interna do índice foi amplamente ditada pelas ações “peso-pesado” da bolsa, que seguiram em trajetórias opostas, exigindo que o mercado calibrasse o otimismo.
Altas e baixas do Ibovespa
Na ponta positiva do índice, está o Assaí (ASAI3), com alta de 7,70% (R$ 8,95), impulsionado pelo alívio da curva de juros futuros, o que é favorável para as ações cíclicas.
Já a liderança negativa a encabeçada pela Braskem (BRKM5), que cede 8,25%, a R$ 4,34, com os investidores digerindo a notícia do pedido de recuperação extrajudicial da petroquímica.
Entre os “pesos-pesados”, Petrobras (PETR3;PETR4) recua mais de 2% em linha com o tombo do Brent no mercado internacional. Na contramão, a Vale (VALE3) sobe 1,17%, a R$ 78,03, com a entrada de fluxo na bolsa.
Dólar
Já o dólar à vista ante o real recuava, em linha com o movimento global observado pelo índice DXY. O movimento é influenciadp pelo alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries.
Por volta das 15h43 (horário de Brasília), o dólar caía 0,13%, a R$ 5,1474, enquanto o DXY tinha baixa de 0,08%, aos 98.918 pontos.
