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EsporteBDR
30/09/2026
4 min

Como a Apple fez uma aposta 'ousada' pelos direitos de transmissão da F1

Durante evento do Paley Center for Media, Cue e o CEO da F1, Stefano Domenicali, destacaram que a audiência na América cresceu em dois dígitos e que a estratégia inclui parcerias inusitadas com plataformas concorrentes para popularizar a categoria.

Como a Apple fez uma aposta 'ousada' pelos direitos de transmissão da F1

RESUMO | Vice-senior da Apple, Eddy Cue, detalhou como convenceu os dirigentes da Fórmula 1 a fecharem os direitos de transmissão nos EUA com a gigante de tecnologia apostando em crescimento de audiência e relevância cultural.


A trajetória que levou a Fórmula 1 a se tornar um dos pilares da estratégia de esportes ao vivo da Apple foi detalhada por Eddy Cue, vice-presidente sênior da empresa, durante um painel no Paley Center for Media em Nova York.

Segundo reportagem publicada pelo The Hollywood Reporter, a conquista dos direitos de transmissão nos Estados Unidos — que encerraram a longa parceria da categoria com a ESPN — exigiu uma aposta ousada da cúpula da F1, liderada pelo CEO Stefano Domenicali e pelo comando da Liberty Media.

O momento da transição ocorreu de forma estratégica, coincidindo com o lançamento do filme F1 produzido pela Apple e o término do contrato anterior com a TV a cabo americana. Diante de concorrentes tradicionais e gigantes do streaming como Amazon e Netflix, Cue adotou uma postura direta ao negociar com Domenicali e com o novo CEO da Liberty Media, Derek Chang:

"Eu me sentei com eles e disse: 'ninguém vai te dizer isso... você pode se reunir com a ESPN, Netflix, Amazon. Todos vêm do mesmo lugar. Ninguém vai te falar a verdade, eu sou o único que vai te dizer'", relembrou Cue. "Eu disse que havia apenas duas pessoas com quem eles deveriam fechar negócio: a Netflix, porque eles já têm o 'Drive to Survive' e fariam um ótimo trabalho, ou conosco, porque seríamos os únicos a transformar a F1 em nossa prioridade absoluta".

A estratégia de crescimento e a quebra de paradigmas

A aposta da Apple no mercado norte-americano não se limitou a prender a exclusividade em sua própria plataforma de streaming. Para combater a percepção de que a base de usuários do Apple TV é menor do que a da TV a cabo ou de rivais consolidados, a empresa adotou medidas inovadoras e consideradas ousadas por analistas do setor, como parcerias de transmissão com a plataforma gratuita Tubi (da Fox) e acordos de simulcast de corridas com a própria Netflix.

Segundo os dados apresentados por Cue, a estratégia tem gerado resultados expressivos, com a audiência de dias de corrida e, principalmente, das sessões de classificação de sábado registrando crescimento percentual expressivo na casa dos dois dígitos em comparação à temporada anterior na ESPN. Além disso, o público conquistado apresenta um perfil consideravelmente mais jovem e diversificado em termos de gênero.

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A transmissão oficial de todas as atividades da décima sexta etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1 2026 no Brasil é realizada pelos canais SporTV (via Sportv3) na televisão fechada, além das plataformas de streaming Globoplay e F1TV Pro/Premium, que oferecem a cobertura completa ao vivo.

Devido à diferença de fuso horário com a Malásia, a programação do fim de semana exigirá que o público brasileiro acompanhe as sessões durante a madrugada e as primeiras horas da manhã. Confira o cronograma detalhado no horário de Brasília:

Sexta-feira – 2 de outubro

  • Treino livre 1 (TL1) – 01h30 às 02h30 (SporTV3 / Globoplay / F1TV)
  • Treino livre 2 (TL2) – 05h00 às 06h00 (SporTV3 / Globoplay / F1TV)

Sábado – 3 de outubro

  • Treino livre 3 (TL3) – 01h30 às 02h30 (SporTV3 / Globoplay / F1TV)
  • Classificação – 05h00 às 06h00 (SporTV3 / Globoplay / F1TV)

Domingo – 4 de outubro

  • Corrida (56 voltas ou 120 minutos) – 04h00 (SporTV3 / Globoplay / F1TV)

Qual foi o papel de Eddy Cue na chegada da F1 à Apple?

O executivo liderou as negociações diretas com os chefes da Fórmula 1, convencendo-os de que a Apple trataria a categoria como prioridade absoluta de investimento e crescimento.

Por que a F1 mudou de emissora nos Estados Unidos?

O contrato anterior com a ESPN chegou ao fim, abrindo espaço para uma nova escolha de parceiro de mídia alinhada à expansão global da categoria.

Como a Apple tem lidado com a concorrência de plataformas de streaming?

Além do Apple TV, a empresa adotou estratégias de distribuição alternativa, incluindo exibições na plataforma gratuita Tubi e acordos pontuais com a Netflix.

Qual tem sido o impacto na audiência?

Segundo a Apple, a audiência nos dias de corrida e de classificação registrou crescimento expressivo de dois dígitos em relação ao período da TV a cabo.

Qual é a visão da F1 sobre o mercado americano?

A gestão da categoria busca consolidar a relevância cultural do esporte nos EUA, visando alcançar o mesmo patamar de popularidade de outras grandes ligas locais.

AutorFernando Olivieri
FonteExame
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