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01/10/2026
10 min

Como a PepsiCo vem transformando seu portfólio por meio da ciência

Da pesquisa científica ao desenvolvimento de novos produtos, a companhia integra inovação e sustentabilidade para transformar diferentes etapa da cadeia de alimentos

Como a PepsiCo vem transformando seu portfólio por meio da ciência

Da lavoura à prateleira, uma batata cultivada no interior do Brasil percorre um caminho que envolve pesquisa agronômica, desenvolvimento de produtos, eficiência industrial, logística, embalagens e inovação. Para o consumidor, a transformação aparece principalmente no alimento que chega à mesa. Mas, segundo a PepsiCo, ela começa muito antes, ainda na pesquisa científica.

P&D como motor das escolhas mais positivas

"As pessoas querem entender exatamente o que estão comendo e de onde aquele alimento vem", afirma Fabiola Torres, Diretora Sênior de Pesquisa & Desenvolvimento da PepsiCo Brasil.

Para Fabiola Torres, Diretora Sênior de Pesquisa & Desenvolvimento da PepsiCo Brasil, a companhia combina pesquisas de mercado, análise de dados e trabalho científico para entender as mudanças nos hábitos de consumo e desenvolver produtos alinhados às novas demandas. "Nossa inovação é estruturada, antes de tudo, na escuta ativa das necessidades e anseios dos consumidores", afirma.

O centro de Pesquisa & Desenvolvimento da PepsiCo em Sorocaba reúne cientistas multidisciplinares e atua no desenvolvimento de projetos para mercados da América Latina na criação de receitas, sabores e processos produtivos para o portfólio da empresa.

Entre os avanços alcançados desde 2006, estão reduções de até 60% nos níveis de sódio de marcas como CHEETOS®, DORITOS®, LAY'S® e RUFFLES®, além da substituição do óleo utilizado nas batatas por um blend com menor teor de gorduras saturadas. Segundo a companhia, mais de 90% de seu portfólio não apresenta rotulagem frontal com a indicação "Alto em".

Esse trabalho começa antes da indústria. No caso de LAY'S®, RUFFLES® e Batata Palha ELMA CHIPS ®, a PepsiCo investe no desenvolvimento de variedades proprietárias de batata FRITOLAY®, desenvolvidas especificamente para a produção de chips e que se destacam por atributos como sabor aprimorado, menor amargor, maior crocância, uniformidade, coloração mais clara após a fritura e maior durabilidade.

A inovação também se reflete em lançamentos mais recentes. Entre eles está TODDYNHO® Levinho, desenvolvido com 50% menos gorduras e 35% menos açúcar, e POPCORNERS®, introduzido no mercado brasileiro em 2024. Segundo a empresa, o snack de milho é produzido por expansão em ar quente, sem fritura, assamento, glúten, corantes ou conservantes.

“Nossa estratégia de inovação combina ciência, tecnologia, inteligência de mercado e um profundo entendimento do consumidor. Investimos continuamente em um ecossistema digital que nos permite transformar dados e insights em conhecimento, fortalecendo nossa capacidade de compreender a evolução dos hábitos de consumo e antecipar tendências. Dessa forma, conseguimos evoluir continuamente nosso portfólio, oferecendo opções cada vez mais alinhadas às necessidades e expectativas das pessoas, ao mesmo tempo em que fortalecemos nossas marcas, criamos valor para nossos clientes e impulsionamos o crescimento sustentável da companhia.”, afirma Martin Ribichich, Presidente da PepsiCo Brasil Alimentos.

Transformação também no portfólio de bebidas

A evolução orientada pela ciência e pela escuta dos consumidores também impulsiona a transformação do portfólio de bebidas da companhia. Nos últimos anos, a PepsiCo redesenhou suas marcas a partir das preferências do consumidor brasileiro e do acompanhamento de tendências de mercado e movimentos regulatórios. Hoje, 100% das marcas de bebidas da companhia no Brasil já contam com versões sem açúcar.

Mais do que reformular produtos, a PepsiCo reorganizou seu portfólio para atender diferentes ocasiões de consumo, combinando opções voltadas ao equilíbrio, à indulgência e à funcionalidade. Como parte dessa estratégia, a empresa estabeleceu a meta global de que 67% de seu portfólio tenha 100 calorias ou menos provenientes de açúcares adicionados por porção (355 ml) até 2030. No Brasil, desde 2023, 95% do volume comercializado já atende a esse critério.

Essa transformação acompanha uma mudança consistente no comportamento dos consumidores. Dados do Radar Scanntech, divulgados pela ASERJ, mostram que os refrigerantes sem açúcar ampliaram sua participação de mercado de 17% para 21,4% entre janeiro e agosto de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, a categoria registrou crescimento de 28,4% em valor e de 18,8% em volume. Entre os refrigerantes sem açúcar, o sabor cola foi o principal impulsionador desse avanço, com crescimento de 24,7% no volume comercializado.

Nesse contexto, PEPSI® Black tem desempenhado papel relevante na evolução da categoria. A expansão do portfólio sem açúcar e o desempenho da marca refletem uma tendência já consolidada no mercado brasileiro. Para a PepsiCo, a meta para 2030 é que mais da metade do portfólio disponível nos pontos de venda seja composta por produtos sem açúcar, objetivo que já superou mais da metade do caminho previsto.

O movimento também se estende a outras marcas do portfólio. Além de GATORADE®, que conta com a versão sem açúcar, e de H2OH!®, cuja linha inteira é livre de açúcar, LIPTON® também vem se aproximando de ocasiões de consumo mais cotidianas e urbanas com uma proposta centrada em zero açúcar. Em maio de 2026, a marca anunciou a reformulação de sua linha de chás prontos para beber, com uma nova fórmula sem açúcar desenvolvida especialmente para o paladar brasileiro.

A busca por funcionalidade e hidratação também está cada vez mais presente nas escolhas dos consumidores. Segundo pesquisa da NielsenIQ, as bebidas sem açúcar representam 32,9% das vendas da categoria e crescem 13 vezes mais rápido do que as versões tradicionais. Já os energéticos sem açúcar respondem por 29,3% da categoria e apresentam ritmo de crescimento duas vezes superior ao das versões convencionais. Esse cenário reforça a importância crescente de soluções ligadas à hidratação, performance e funcionalidade, como GATORADE®, além da evolução de PEPSI® Black como um dos principais vetores de crescimento da categoria.

"Os consumidores estão sinalizando de forma clara o que esperam das marcas, e nosso papel é ouvir, interpretar esses sinais e transformar esse entendimento em escolhas mais relevantes. PEPSI® Black é uma das principais impulsionadoras do crescimento da categoria, com forte avanço em penetração nos lares brasileiros. Nos últimos três anos, mais do que dobramos o volume de PEPSI® Black, enquanto Gatorade ampliou sua relevância por meio do crescimento das soluções de hidratação funcional", afirma Ricardo Maldonado, Presidente de Bebidas da PepsiCo para Brasil e Cone Sul.

Experiência focada no gosto do consumidor

Para Torres, o desafio é oferecer produtos com melhores atributos nutricionais sem renunciar à experiência de consumo.

"Existe uma forte busca por um estilo de vida equilibrado, mas o consumidor definitivamente não quer perder o momento de lazer e indulgência. Equilibramos isso aplicando tecnologia para aprimorar os aspectos nutricionais gradativamente, sem alterar a identidade dos produtos."

A PepsiCo assumiu a meta global de entregar 145 bilhões de porções anuais de ingredientes diversos no portfólio global de convenient foods até 2030, incluindo leguminosas, grãos integrais, proteínas vegetais, frutas e vegetais, nozes e sementes.

"A ciência não muda apenas a receita. Ela muda todo o ciclo do ingrediente. É a ciência que expande as nossas opções."

É justamente essa visão de inovação aplicada a toda a cadeia que conecta o desenvolvimento de produtos à estratégia mais ampla de sustentabilidade da companhia.

Sustentabilidade como estratégia de negócio

Lançado globalmente em 2021, o PepsiCo Positive (pep+) é a estratégia que integra sustentabilidade e crescimento, orientando decisões ao longo de toda a cadeia de valor. Seu objetivo é incorporar critérios socioambientais a decisões relacionadas a agricultura, operações, produtos e embalagens.

"Quando incorporamos sustentabilidade às decisões de negócio, conseguimos acelerar inovação, aumentar resiliência da cadeia e gerar valor de longo prazo.", afirma Isabela Malpighi, Vice-Presidente de Sustentabilidade da PepsiCo LatAm.

Segundo ela, o pep+ passou a nortear uma transformação de ponta a ponta, conectando agricultura regenerativa, eficiência hídrica, manufatura, logística, embalagens e inovação em produtos. Para Malpighi, a sustentabilidade deixa de ser uma iniciativa paralela e passa a orientar decisões operacionais e de inovação.

Na prática, isso significa integrar critérios de sustentabilidade às decisões em diferentes etapas da cadeia de valor — da agricultura regenerativa ao desenvolvimento de produtos, passando por operações, logística, embalagens e gestão de recursos naturais.

No campo, a estratégia envolve novas metodologias de cultivo e apoio técnico aos produtores parceiros. Na indústria, passa pelo uso mais eficiente de água, energia e matérias-primas. Já nos produtos, materializa-se no pilar Escolhas Positivas, que reúne inovação em alimentos, reformulação nutricional, novos ingredientes capazes de responder às mudanças nas preferências dos consumidores.

"A estratégia de sustentabilidade e a estratégia de negócios andam juntas."Isabela Malpighi, Vice-Presidente de Sustentabilidade da PepsiCo LatAm

A agricultura regenerativa representa um dos principais motores da estratégia pep+, conectando produtividade agrícola, resiliência climática e segurança da cadeia de suprimentos. Isso inclui novas tecnologias de cultivo, apoio técnico aos produtores e práticas voltadas à saúde do solo, ao uso mais eficiente dos recursos naturais e à adaptação às mudanças climáticas.

Segundo a PepsiCo, 100% da área cultivada de batata destinada à empresa no Brasil já adota pelo menos duas práticas de agricultura regenerativa. Desde 2015, a companhia também afirma ter reduzido em 52% o consumo de água em sua produção.

No Sul do país, a PepsiCo apoiou a conversão de sistemas de irrigação que reduziram em até 22% o uso de água (safra de 2023/2024). No Paraná, uma parceria com a Yara Brasil disponibiliza fertilizantes formulados com amônia de baixa emissão para produtores de batata. Segundo a empresa, a iniciativa pode reduzir em até 40% a pegada de carbono no campo.

Outro exemplo é o Projeto Oro, desenvolvido no Cerrado. A iniciativa remunera agricultores de milho não apenas pela adoção de práticas sustentáveis, como o uso de bioinsumos, mas também pelos resultados ambientais alcançados com a redução do uso de químicos.

"O principal obstáculo para escalar a agricultura regenerativa é reduzir o risco da transição para o agricultor. Isso exige novos modelos de colaboração e compartilhamento de valor entre todos os elos da cadeia", afirma Malpighi.

Da fábrica à embalagem

A transformação da cadeia também passa pela indústria. A fábrica da PepsiCo em Itu (SP) utiliza biometano como fonte de energia para a produção de snacks, opera com reuso de água e mantém a política de Aterro Zero.

Nas unidades de Sete Lagoas (MG) e Curitiba (PR), a empresa opera sistemas avançados de tratamento e reaproveitamento de água, gerando uma economia de aproximadamente 70% do volume utilizado.

As iniciativas também chegam ao transporte. Segundo a companhia, mais de 570 carrocerias de caminhões já foram produzidas com plástico flexível reciclado proveniente de embalagens BOPP combinado à fibra de vidro.

As embalagens externas também são um eixo importante da estratégia. Em Lanchinho, por exemplo, a PepsiCo reduziu em 17% a quantidade de plástico utilizada na embalagem externa por meio da diminuição da espessura e da largura do material, além da substituição de uma estrutura de duas camadas por uma única camada de BOPP. Separadamente, a empresa incorporou 10% de resina reciclada à composição da embalagem externa. Segundo a companhia, essas mudanças foram implementadas sem comprometer a conservação do alimento.

Ao conectar pesquisa científica, agricultura, manufatura, logística e embalagens, a PepsiCo busca integrar inovação, crescimento e impacto positivo em uma mesma estratégia. Em um cenário de consumidores mais atentos à origem dos alimentos e aos impactos ambientais da produção, a companhia aposta na ciência e na tecnologia como elementos centrais para transformar diferentes etapas da cadeia — da genética das sementes ao pacote que chega às prateleiras.

AutorExame Brand Solutions
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