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Sacre Investimentos
InvestMercados
02/07/2026
3 min

Como ações de empresas patrocinadoras da Copa estão se saindo no Mundial

Como ações de empresas patrocinadoras da Copa estão se saindo no Mundial

A Copa do Mundo de 2026 já começou a movimentar as ações das patrocinadoras oficiais. Entre 11 de junho e 1º de julho, setores ligados a turismo e consumo avançaram, enquanto indústria, telecomunicações e energia enfrentaram pressão, em meio a expectativas de inflação e alta de juros.

O destaque ficou com a American Airlines (AAL), que avançou de US$ 14,65 para US$ 18,38 no período, uma alta de 25,5%. O papel da companhia aérea atingiu a máxima de 52 semanas no último dia 30, a US$ 18,05, segundo o Investing.com.

O movimento pode refletir a aposta do mercado em um aumento relevante da demanda por viagens internacionais durante o ciclo da Copa.

O Airbnb (ABNB) subiu de US$ 130,87 para US$ 146,49, com valorização de 11,9%, impulsionado pela expectativa de forte ocupação em hospedagens de curta duração nas cidades-sede do torneio, que ocorre nos Estados Unidos, México e Canadá.

Adidas sobe, mas Nike fica perto da estabilidade

A Adidas (ADS) teve alta de 1,8%, passando de € 173,30 para € 176,43. Ela disputa mercado com a Nike (NKE), que não é patrocinadora oficial do evento, mas estampa a blusa de várias seleções, incluindo a do Brasil.

As ações da Nike foram de US$ 45,96, no dia 11, para US$ 42,51, no dia 1º; e já acumulam queda de 32,94% neste ano. Na terça-feira, 30, ela divulgou resultados acima das expectativas no primeiro trimestre, mas decepcionou no mercado chinês.

A Home Depot (HD) também avançou de US$ 326,01 para US$ 354,46, alta de 8,7%, enquanto a Visa (V) subiu de US$ 319,05 para US$ 342,18, com ganho de 7,2%, em um movimento associado à expectativa de aumento no volume de transações globais e mais gastos.

O comportamento foi mais contido na Unilever (ULVR), que subiu de € 50,44 para € 52,93, com alta de 4,9%; enquanto o Bank of America (BAC) avançou de US$ 55,16 para US$ 57,53, com ganho de 4,3%.

Fechando o bloco de maiores altas, a Valvoline (VVV) avançou de US$ 37,81 para US$ 39,55, com valorização de 4,6%, acompanhando o otimismo mais amplo com setores ligados à mobilidade e serviços.

McDonald's, Hyundai e Aramco recuam

A Hyundai Motor (005380.KS) liderou as perdas, com queda de 18,3%, de 597.000 para 487.500 wons, refletindo preocupações com a demanda global do setor automotivo.

A Verizon (VZ) recuou de US$ 46,94 para US$ 42,42, queda de 9,6%, enquanto a Hisense (000921.SZ) caiu de CNY 29,30 para CNY 26,86, baixa de 8,3%.

O McDonald’s (MCD) também registrou queda, passando de US$ 284,77 para US$ 270,04, recuo de 5,2%, em meio a ajustes de margens e sinais mais cautelosos sobre o comportamento do consumo.

No setor de energia, a Saudi Aramco (2222.SR) caiu de SAR 27,18 para SAR 26,12, baixa de 3,9%, acompanhando a volatilidade do petróleo e ajustes nas expectativas de oferta e demanda global.

Coca-Cola quase não sobe e Pepsi, da Lay's, cai

Entre os nomes mais defensivos, a Coca-Cola (KO) recuou de US$ 82,53 para US$ 81,77, queda de 0,9%, enquanto a PepsiCo (PEP), controladora da patrocinadora oficial Lay's, caiu de US$ 143,73 para US$ 139,41, baixa de 3%.

A Diageo (DGE) registrou recuo de £ 1.506,5 para £ 1.479,0, queda de 1,8%, enquanto a Mengniu Dairy (2319.HK) caiu de HK$ 16,54 para HK$ 16,09, baixa de 2,7%.

Por outro lado, a AB InBev (ABI) permaneceu praticamente estável, de € 71,08 para € 71,32, com leve variação positiva de 0,3%. Na Ásia, a Lenovo Group (0992.HK) avançou de HK$ 22,88 para HK$ 23,02, alta de 0,6%.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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