Como fazer o site da sua empresa aparecer nas respostas da IA do Google
Especialista explica quatro estratégias de GEO para aumentar as chances de uma empresa aparecer nas respostas da inteligência artificial

RESUMO +
O GEO pode ampliar a visibilidade de empresas nas respostas da IA do Google por meio de conteúdo original, informações consistentes, imprensa e avaliações reais, afirma Fábio Ventura, CEO da agência de marketing B2B Like Leads. Segundo a Similarweb, 68% das buscas no Google nos Estados Unidos terminaram sem clique externo entre janeiro e abril de 2026.
Antes o SEO (Otimização para Motores de Busca) era a técnica utilizada para rankear uma página, mas as páginas se tornaram obsoletas. Atualmente, o GEO (Otimização para IA Generativa) é a solução mais popular para colocar um site nos resultados do Google, ou melhor, da IA do Google.
Essa técnica mira contornar dados como os da pesquisa da Similarweb, que apontam que 68% das buscas no Google nos Estados Unidos terminaram sem clique em um site externo entre janeiro e abril de 2026. Como o GEO, o site pode aparecer na caixa da IA do Google e ter a chance de ser acessado pelo usuário.
“O SEO continua sendo fundamental, mas ele não é mais suficiente. O SEO ajuda a IA a encontrar uma empresa; o GEO trabalha para que ela tenha informações suficientes e sinais de autoridade para confiar e recomendar essa empresa”, explica Fábio Ventura, CEO da Like Leads, agência especializada em Assessoria de Imprensa e Marketing B2B.
Convidamos o executivo para explicar como fazer o site da sua empresa ser visível para a IA do Google. Ele explicou em quatro estratégias.
1. Manter consistência em todos os canais digitais
As IAs não analisam apenas o site de uma empresa. Elas cruzam informações disponíveis em diferentes ambientes, como redes sociais, blogs, portais de notícias e plataformas de avaliação.
Por isso, a empresa precisa manter a mesma proposta de valor, descrição dos serviços e posicionamento em seus principais canais. Quando diferentes fontes confirmam as mesmas informações, aumentam os sinais de consistência sobre a identidade e a atuação da marca.
2. Produzir conteúdo original e baseado em dados
Textos genéricos ou que apenas reproduzem informações já disponíveis na internet têm menos potencial de diferenciar uma empresa como fonte. A recomendação é investir em pesquisas próprias, estudos de caso com resultados comprovados, análises de mercado assinadas por executivos e respostas estruturadas para perguntas complexas.
Esse tipo de conteúdo pode ganhar relevância especialmente em sistemas que utilizam mecanismos de busca e recuperação de informações externas para construir suas respostas.
“Se a empresa tem um dado original, uma pesquisa própria ou um case com metodologia e resultados claros, ela passa a oferecer uma informação que não está simplesmente replicada em toda a internet”, afirma o executivo.
3. Transformar a imprensa em ativo de autoridade
A presença em veículos jornalísticos também ganha importância na estratégia de GEO. Segundo Ventura, as inteligências artificiais cruzam informações de diferentes fontes para avaliar a autoridade de uma empresa, e menções em grandes portais, jornais e revistas especializadas podem contribuir para essa validação.
Na prática, uma estratégia de assessoria de imprensa deixa de ter apenas o objetivo de gerar visibilidade para a marca e passa a integrar a construção de autoridade digital.
“Quando dados, executivos e cases de uma empresa aparecem em veículos relevantes, essas menções passam a fazer parte do conjunto de informações que ajudam a construir sua autoridade na internet”, explica.
4. Monitorar reputação e estimular avaliações reais
Não basta controlar o que a própria empresa diz sobre si. As IAs também conseguem interpretar informações produzidas por clientes, como avaliações no Google, depoimentos, plataformas de reviews, fóruns e outras menções públicas.
Por isso, incentivar clientes reais a compartilharem experiências detalhadas pode contribuir para a construção de reputação digital. Quanto mais claras forem as informações sobre problemas solucionados, experiências e resultados, mais elementos o ecossistema digital oferece para validar a atuação da empresa.
“A reputação digital passa a ser parte da estratégia de GEO. Não adianta ter um site tecnicamente perfeito se, quando a IA procura referências sobre a empresa, encontra poucas informações ou sinais negativos”, afirma Fábio.
SEO e GEO caminham juntos
A ascensão do GEO não significa o fim do SEO. Para Ventura, as duas estratégias cumprem funções complementares: enquanto o SEO fornece a base técnica para que os mecanismos encontrem e compreendam um site, o GEO amplia o trabalho de autoridade e relevância necessário para que uma marca seja considerada nas respostas geradas por IA.
A mudança representa uma nova etapa na disputa pela atenção digital.
Em vez de competir apenas pela primeira posição de uma página de resultados, empresas passam a disputar espaço dentro das próprias respostas oferecidas pelas inteligências artificiais.
“Não se trata de tentar enganar algoritmos. É sobre construir autoridade de verdade, produzir conteúdo relevante, conquistar reconhecimento na mídia e ter uma reputação consistente no mercado”, conclui.
