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Sacre Investimentos
Mundo
13/07/2026
2 min

Como funciona o modelo de aposentadoria da Austrália que chamou atenção de Trump

Como funciona o modelo de aposentadoria da Austrália que chamou atenção de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende usar o sistema de aposentadoria da Austrália como inspiração para uma reforma da Previdência americana.

A proposta ocorre em meio às discussões sobre o futuro da seguridade social dos EUA, cujo fundo fiduciário pode se esgotar em 2032.

Na semana passada, Trump disse ter determinado ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, e ao secretário do Comércio, Howard Lutnick, que estudem o modelo australiano durante as negociações com o Congresso.

Segundo o presidente, o sistema "funcionou muito bem" e poderá servir de base para mudanças no país.

"Eles têm um plano na Austrália que as pessoas realmente gostam. Funcionou muito bem", afirmou Trump durante encontro com Larry Fink, CEO da BlackRock.

Como funciona o modelo australiano

O principal pilar do sistema é o Superannuation, um plano de capitalização individual obrigatório. Pela regra, os empregadores depositam o equivalente a 12% do salário de cada funcionário em um fundo de aposentadoria administrado por instituições privadas, enquanto o trabalhador escolhe onde os recursos serão investidos.

Os valores ficam bloqueados até a idade de aposentadoria, em torno de 67 anos, embora parte dos recursos possa ser acessada a partir dos 60 anos em determinadas condições. O governo também oferece incentivos fiscais para quem faz contribuições adicionais.

Além da poupança obrigatória, a Austrália mantém uma pensão pública financiada por impostos para pessoas que não conseguiram acumular recursos suficientes ao longo da vida profissional. O benefício é destinado à população de baixa renda e não exige tempo mínimo de contribuição.

Desafios para os EUA

Especialistas avaliam que adaptar o modelo australiano aos Estados Unidos não seria simples. Isso porque o governo americano ainda teria de financiar os benefícios já prometidos pela Previdência Social, atualmente sustentada principalmente por impostos sobre a folha de pagamento.

Outra dificuldade seria a adoção de contribuições obrigatórias por parte das empresas, medida que costuma enfrentar resistência do setor privado. Na Austrália, empresários argumentam que esses aportes reduzem a capacidade de conceder reajustes salariais.

Apesar do interesse demonstrado por Trump, integrantes da Casa Branca afirmam que qualquer proposta ainda está em fase inicial e não deverá reproduzir integralmente o modelo australiano.

*Com O Globo

AutorEstela Marconi
FonteExame
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