Como investir em ações em meio à turbulência dos mercados, fim da escala 6X1 e a guerra no Oriente Médio

As turbulências em aviões estão entre os maiores temores dos viajantes. Enquanto a aeronave treme e chacoalha no ar, não é possível andar pelos corredores ou passar o carrinho de alimentação, pelo risco de queda e choque com paredes e bancos.
As malas nos compartimentos superiores podem cair, e passageiros que não estiverem usando os cintos de segurança podem ser deslocados de seus assentos.
Essas agitações podem ser causadas por ondas de ar tentando subir uma cordilheira, correntes de jato que vêm dos polos e afetam a velocidade do vento, e nuvens de tempestades, que forçam o deslocamento rápido do ar.
No entanto, a turbulência também pode acontecer em céu claro, sem nuvens ou tempestades. Causada por choques entre correntes de ar em velocidades diferentes, são um perigo invisível, que não pode ser detectado pelos radares a bordo.
E é por isso que é importante manter os cintos afivelados em todos os momentos, mesmo que o aviso esteja desligado.
Nos mercados financeiros, esses tremores são consequências de guerras e outros conflitos geopolíticos, incertezas sobre ciclos de cortes de juros e inflação, eleições ou escândalos políticos, variações no câmbio e muitos outros fatores.
No momento, os investidores brasileiros passam pela tempestade perfeita. O conflito no Oriente Médio, as incertezas sobre os ciclos de juros, eleições presidenciais e até o avanço da inteligência artificial afetam as ações na bolsa de valores.
Eu conversei com analistas e gestores para entender quais ações devem continuar sofrendo, quais podem se sobressair e como se proteger nesse cenário. Confira nesta matéria aqui.
Esquenta dos mercados
Mesmo com um cessar-fogo em vigor, os EUA e o Irã trocaram ataques na noite de ontem, colocando em xeque as negociações para um acordo. Como já esperado, o resultado das novas tensões se reflete nos preços do petróleo, que amanhecem em forte alta.
Nesta manhã, o contrato futuro mais líquido do Brent, referência internacional da commodity, chegou a subir mais de 2,60%.
O conflito no Oriente Médio voltou a adicionar cautela nos mercados asiáticos, que fecharam o pregão desta quinta-feira (28) sem uma direção única.
Já as bolsas europeias e Wall Street amanhecem no campo negativo. Os índices futuros de Nova York indicam um dia de perdas após avançarem para níveis recordes na sessão de ontem.
Enquanto um acordo de paz entre os governos norte-americano e persa parece ficar cada vez mais distante, os investidores também estarão de olho na divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação PCE dos EUA hoje.
Já o Ibovespa vai tentar se recuperar da queda de 0,48% da véspera, quando fechou o pregão aos 175.744 pontos, em meio a uma agenda agitada. Os destaques do dia são os dados de empregos com carteira assinada do Caged e a taxa de desemprego de abril.
Além disso, os participantes do mercado local digerem a aprovação do fim da escala 6X1 na Câmara e a nova fase da Operação Carbono Oculto da Polícia Federal, que investiga crimes no setor de combustíveis.
E não para por aí: esta quinta-feira ainda conta com evento. O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, participa de conferência no banco Pine.
Outros destaques do Seu Dinheiro
CHOQUE NA ‘XERIFE’
O plano de R$ 560 milhões para tirar a CVM da ‘asfixia’ e retomar as rédeas da Faria Lima. Após decisão do STF, autarquia quer acelerar julgamentos, reforçar fiscalização e atacar as “zonas cinzentas” do mercado financeiro.
MUDANÇA DE ARES
JBS, MBRF e Minerva: taxas dos títulos de renda fixa de frigoríficos aumentam e refletem virada no setor de proteínas. Alta das taxas dos CRAs antecipa um cenário mais desafiador para as companhias, com custos em alta e menor previsibilidade de margens.
ALÉM DO CAMPO
Copa do Mundo deve aquecer vendas de pequenos negócios em São Paulo — e nem só bares saem ganhando. Pesquisa do Sebrae-SP aponta que cerca de 791 mil pequenas empresas devem ser beneficiadas pela Copa do Mundo, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho.
PLANO DE EMERGÊNCIA
BRB estende aumento de capital e muda oferta para destravar aprovação do Banco Central. Governo federal e Distrito Federal discutem operação de crédito enquanto banco tenta acelerar entrada dos recursos captado.
FALTOU LUCE
Luce: cinco erros (e o grande acerto) da primeira Ferrari elétrica. Com design que dividiu opiniões e um timing que contraria a indústria, o superesportivo levanta uma questão de bilhões de euros: o que acontece quando a tradição cede à vanguarda e mira em um cliente que talvez ainda nem exista?
ADIADO
Governo de MG pede alterações na privatização da Copasa (CSMG3), que mudará cronograma, e ações caem. As ações da Copasa (CSMG3) lideraram a ponta negativa do Ibovespa (IBOV).
LARANJA MECÂNICA
Este economista acertou os últimos três campeões da Copa do Mundo e já cravou seu palpite para este ano. Joachim Klement aplica modelos estatísticos ao futebol e diz que o desempenho de uma seleção é influenciado por fatores como riqueza, população, ranking da Fifa e, elementos imprevisíveis, como a sorte.
TRÉGUA NO RADAR
Petróleo cai ao menor patamar em um mês com sinais de avanço entre EUA e Irã; Petrobras (PETR4) recua e Ibovespa fecha no vermelho. Possibilidade de avanço diplomático no Oriente Médio derrubou o Brent abaixo de US$ 100 e pressionou as ações da Petrobras, enquanto Wall Street renovou recordes históricos.
POTENCIAL
Santander examina BradSaúde (SAUD3): o diagnóstico é uma ação barata, com capacidade de crescer e de pagar mais dividendos. Em relatório, o banco afirma que a mudança mais relevante para o investidor é o aumento de sua capacidade de pagar dividendos.
GIGANTE DA TECNOLOGIA
Safra inicia cobertura da Meta (META) e diz por que a dona do Facebook ainda pode subir mais de 30%. Banco vê a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp como uma das empresas mais bem posicionadas para transformar o boom da inteligência artificial (IA) em crescimento de receita.
APOSTA ERRADA
Muita expectativa e pouco resultado: o carro da Tesla que fracassou. Picape elétrica da Tesla virou símbolo de inovação, mas vendas ficaram muito abaixo das projeções de Elon Musk.
BRIGA COM GIGANTES
Retenção de talentos de alto nível é a prioridade para 84% das PMEs, diz pesquisa da Wellhub. Pequenas e médias empresas vivem com estruturas mais enxutas e maior dependência de profissionais-chave para sustentar a execução e o crescimento.
DIAS X HUCK
Após fala polêmica de Luciano Huck, ministro responde: “milhões de famílias saíram da pobreza”. Wellington Dias afirma que beneficiários aumentaram a renda e deixaram o programa governamental desde 2023.
PROBLEMAS DE PAGAMENTO
Pix fora do ar: clientes de 8 bancos relatam instabilidade. Entre as instituições financeiras com maior número de queixas estão Nubank, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Brasil, Itaú, Santander, C6 Bank e Inter.
INCENTIVO PARA ESTUDANTES
Pé-de-Meia: confira a terceira parcela paga em maio e veja como funciona o programa. Confira a terceira parcela do Pé‑de‑Meia, que oferece até R$ 9,2 mil para alunos de baixa renda permanecerem na escola.
INQUILINO NA ÁREA
Bresco Logística (BRCO11) zera vacância de galpão logístico e vê lucro no radar. A Expresso 3300 Transporte Logística e Armazenagem será inquilina do BRCO11 durante os próximos três anos.
EXPANSÃO NO NORTE
Petrobras (PETR4) anuncia R$ 2,8 bilhões em investimentos no Amazonas e Lula fala em recomprar refinarias privatizadas. Investimentos serão destinados à expansão do Polo Urucu e à construção de embarcações da Transpetro; presidente também criticou privatizações realizadas nos últimos anos.
TOUROS E URSOS #272
Por que os juros são tão altos no Brasil? Economista avalia os principais motivos que sustentam a Selic em dois dígitos. No Touros e Ursos desta semana, Jeferson Bittencourt, head de macroeconomia do ASA, comenta um dos temas mais importantes da economia brasileira.
SEGREDOS SUBTERRÂNEOS
Como 6,3 mil toneladas de ouro foram parar no subsolo de Nova York. Reserva de mais de US$ 1 trilhão armazenada pelo Federal Reserve virou tema de debate após tensões entre os EUA e aliados europeus.
DINHEIRO NA CONTA
INSS libera segunda parcela do 13º antecipado; veja o calendário de pagamentos. Pagamentos seguem até 8 de junho e devem injetar cerca de R$ 39 bilhões na economia nesta segunda etapa.
AZEITE IMPRÓPRIO
Ministério da Agricultura recolhe azeite extravirgem impróprio para consumo; veja qual lote. Ministério indica que consumidores parem imediatamente de consumir o azeite e que solicitem a substituição do produto.
NO BOLSO DO COTISTA
HSML11 vende fatia de shopping para FII do Safra e destrava dividendos; cotas sobem na bolsa. O HSML11 vendeu 49% do shopping center para o FII do Safra de forma indireta, sendo o único detentor das cotas subordinadas do fundo do banco.
PREÇO NAS ALTURAS
Ingresso milionário: FIFA eleva preços e transforma Copa de 2026 na mais cara da história. Escalada nos preços dos ingressos e dos serviços para os torcedores faz desta a Copa do Mundo mais cara já registrada.
REMÉDIO AMARGO?
Oncoclínicas (ONCO3) rebate rumores de aporte de R$ 500 milhões, mas deixa porta aberta para recuperação extrajudicial. Empresa busca acalmar o mercado enquanto negocia saída para dívida bilionária e risco de reestruturação; veja o que ela disse.
LIDERANÇA
O que você precisa saber para evitar uma crise financeira na sua empresa, segundo a VP de operações da Falconi. Juros altos expõem fragilidade das empresas, e gestão vira questão de sobrevivência. Líderes precisam alinhar metas, ganhar eficiência e pensar no longo prazo.
EM XEQUE
Mentiram sobre as blue zones? Pesquisa premiada refuta ideia de longevidade em zonas azuis; entenda o motivo. Estudo revisita os dados que consagraram as zonas azuis e levanta dúvidas sobre os registros de idade por trás dos chamados “paraísos da longevidade”.
MENOS É MAIS
Entre o espeto e a agulha, novo menu da NB Steak leva churrasco à era dos moderadores de apetite. Com o chamado Menu Essencial, Arri Coser e sua NB Steak respondem demanda por porções menores para paladares moderados.
CRÉDITO OU DÉBITO?
Como aumentar o limite do cartão de crédito? Veja estratégias práticas que os bancos valorizam. Um limite maior pode trazer mais flexibilidade para compras, imprevistos e planejamento do mês; entenda o que ajuda a ganhar a confiança dos bancos.
