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Sacre Investimentos
Economia
11/08/2026
2 min

Como o Discord se popularizou entre criminosos e pode acabar banido no Brasil em breve

Primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, diz que Discord deveria ser bloqueado no Brasil “de qualquer forma”

Como o Discord se popularizou entre criminosos e pode acabar banido no Brasil em breve

O noticiário negativo em torno do aplicativo Discord foi atualizado nos últimos dias. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, tem aproveitado aparições públicas para defender o bloqueio da plataforma no Brasil, "de qualquer forma".

Não é a primeira vez que o Discordo atrai os holofotes — negativamente.

Uma das falas mais recentes de Janja aconteceu durante um evento no Palácio do Planalto, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que aumenta a punição para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes.

A motivação por trás do comentário foi o caso de uma adolescente de 13 anos que se suicidou durante uma transmissão ao vivo no Discord. A garota teria sido incentivada por outros usuários, também menores de idade.

Anteriormente, a rede social já foi investigada no país durante a Operação Dark Room, que envolvia o aliciamento de crianças e resultou em prisões e condenações.

Originalmente, a plataforma foi criada para ser um meio de comunicação entre gamers e comunidades on-line.

Em meio à popularização da rede entre menores de idade e a possibilidade de ambientes fechados, cibercriminosos encontraram o local ideal para cometer crimes.

Para se ter uma noção, entre janeiro e julho de 2026, a SaferNet, organização não governamental de defesa dos direitos humanos na internet, recebeu 406 denúncias envolvendo a plataforma. O volume é 54% maior do que o registrado no mesmo intervalo do ano passado.

O que diz a plataforma

O uso da plataforma para fins escusos colocou a plataforma digital na mira das autoridades.

À revista Veja, o Discord disse que o servidor em que aconteceu o caso citado por Janja foi desativado.

Segundo a rede, há monitoramento dos conteúdos que circulam na plataforma. Além disso, a empresa diz que colabora com investigações e busca acabar com comportamentos abusivos na plataforma.

Na última sexta-feira (7), representantes da plataforma se encontraram com integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) para elaborar um plano de ação para corrigir falhas e reforçar a proteção de crianças e adolescentes.

Interlocutores do advogado-geral da União, Jorge Messias, informaram à GloboNews que ainda não foi definida uma data para o eventual ajuizamento de uma ação contra o Discord.

Antes de tomar qualquer medida, a AGU pretende ouvir os argumentos da plataforma e analisar o plano de ação que será apresentado.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

AutorMaisa Leme
FonteSeu Dinheiro
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