Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
Mundo
07/06/2026
2 min

Congresso da Bolívia autoriza uso de militares para desbloquear estradas após um mês de protestos

Congresso da Bolívia autoriza uso de militares para desbloquear estradas após um mês de protestos

O Congresso da Bolívia aprovou neste domingo, 7, uma lei que autoriza o presidente Ricardo Paz a recorrer às Forças Armadas para desbloquear rodovias interditadas por manifestantes em diferentes regiões do país há mais de um mês.

Os protestos reúnem camponeses, mineiros, transportadores e outros grupos que pedem a renúncia do presidente em meio à grave crise econômica enfrentada pela Bolívia, considerada a pior das últimas quatro décadas.

A proposta foi aprovada após uma sessão que durou cerca de 15 horas. Com a sanção do Legislativo, o texto segue agora para promulgação pelo Poder Executivo.

A medida abre caminho para que Paz avance com a possibilidade de decretar estado de exceção, mecanismo que amplia o uso das Forças Armadas em operações de segurança e permite restrições a direitos como reunião e mobilização pública.

Até agora, a atuação militar nos bloqueios vinha sendo limitada, com a tropa de choque da polícia à frente das operações para liberar as estradas.

No sábado, confrontos entre manifestantes e forças de segurança deixaram ao menos 20 feridos no município de San Julián, na região de Santa Cruz. Segundo autoridades locais, seis militares e 14 civis ficaram feridos durante os embates.

Um dos pontos centrais da nova legislação estabelece que militares mobilizados durante o estado de exceção terão “presunção de legalidade” em suas ações. Além disso, o governo deverá garantir assistência jurídica aos integrantes das Forças Armadas envolvidos em operações de segurança.

A medida busca reduzir a preocupação dos militares com possíveis processos judiciais relacionados ao uso da força em conflitos internos.

O tema é sensível no país desde os episódios ocorridos após a saída do ex-presidente Evo Morales, em 2019. Na ocasião, confrontos entre forças de segurança e civis deixaram mais de 30 mortos, e comandantes militares do governo interino de Jeanine Áñez acabaram processados e presos posteriormente.

(Com informações da AFP)

AutorDa redação, com agências
FonteExame
Distribuído por