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Future of MoneyCPTO
30/07/2026
3 min

Copa do Mundo trouxe mais de US$ 20 bilhões para o mercado de criptoativos, diz Chainalysis

Entre mercados preditivos on-chain e NFTs, torneio de futebol movimentou capital no mundo dos ativos digitais

Copa do Mundo trouxe mais de US$ 20 bilhões para o mercado de criptoativos, diz Chainalysis

A empresa de análise de blockchain Chainalysis publicou nesta quinta-feira, 30, um relatório que revelou a entrada de mais de US$ 20 bilhões no mercado de criptoativos por conta da Copa do Mundo de 2026.

De acordo com a Chainalysis, o maior campeonato de futebol do mundo gerou US$ 20 bilhões em volume nos mercados preditivos de janeiro para frente e US$ 24 milhões em negociação de colecionáveis ligados ao esporte.

Perto de 400 mil carteiras de criptomoedas teriam interagido com mercados preditivos em blockchain, como o Polymarket (vale lembrar que a Kalshi não está em blockchain). Só durante a Copa, isso gerou US$ 5,7 bilhões em volumes. Porém, a especulação com eventos do torneio não começou quando os times entraram em campo, mas bem antes.

A Chainalysis começa sua análise em janeiro deste ano, quando os usuários de mercados preditivos começaram a gerar US$ 50 milhões em volume diário nos mercados preditivos em contratos relacionados a eventos da Copa. Esse valor disparou para US$ 250 milhões por dia quando o campeonato começou.

Enquanto a maioria desse capital foi para apostas em contratos como “quem vai vencer a Copa?”, outros menos óbvios como “Cristiano Ronaldo vai chorar no fim da Copa?” também atraíram compras.

Na final, quando a Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 com um gol na prorrogação, o volume de apostas chegou a US$ 300 milhões.

Durante a Copa, os eventos ligados aos jogos do torneio responderam por 63% de tudo o que era negociado nos mercados preditivos. Geograficamente, os países mais ativos nesses mercados foram os Estados Unidos e a China, seguidos por Canadá, Tailândia e Reino Unido.

Carteiras ligadas a crimes

A Chainalysis destaca também que 3.700 carteiras, um pouco menos de 1% do total, tiveram interações ilícitas durante esse período.

“Em termos de volume, a maior fonte individual foi a Huobi/HTX. Essa importante corretora internacional de criptomoedas foi sancionada no final de maio pelas autoridades do Reino Unido por supostamente facilitar fluxos de criptoativos russos”, diz o relatório.

Os especialistas concluíram que pelo menos US$ 5,4 milhões em volume fluíram diretamente da Huobi para carteiras que fizeram apostas em mercados de previsão sobre a Copa do Mundo.

Outras interações ilícitas foram US$ 2 milhões em carteiras ligadas a fraudes, US$ 800 mil em exposição a dinheiro roubado e US$ 500 mil de mesas de OTC.

NFTs

Do lado dos colecionáveis, por sua vez, o destaque ficou com a plataforma de Tokens Não-Fungíveis (NFTs, na sigla em inglês), FIFA Collect, que permitia a troca desses NFTs por ingressos para os jogos.

De maio de 2025 até o fim de 2026, uma carteira atribuída ao projeto recebeu US$ 24 milhões em pagamentos de NFTs por parte dos colecionadores. “Essa cadeia de transações indicou que a FIFA arrecadou pelo menos US$ 6 milhões com transações secundárias”, diz a Chainalysis.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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