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MercadosACS
14/07/2026
4 min

Copasa (CSMG3): Citi e XP revisam preços-alvo para o ativo de olho na privatização; confira

Copasa (CSMG3): Citi e XP revisam preços-alvo para o ativo de olho na privatização; confira

A privatização da Copasa (CSMG3) segue impulsionando a visão positiva dos analistas sobre a companhia. Citi e XP Investimentos revisaram seus preços-alvo para as ações após a conclusão do processo, citando mudanças no modelo regulatório, potencial de ganhos de eficiência sob o comando da Equatorial (EQTL3) e espaço para crescimento dos resultados e da distribuição de dividendos. Ambas as casas mantiveram recomendação de compra para o papel.

O Citi elevou o preço-alvo de R$ 55 para R$ 79, o que implica um potencial de valorização de 19,2% em relação ao fechamento anterior (13). De acordo com o banco, as principais mudanças do modelo do banco estão atreladas à reavaliação da Base de Ativos Regulatória (RAB), da inclusão de novas conexões de esgoto, da extensão das concessões e do novo mecanismo de compartilhamento dos ganhos de eficiência operacional (opex).

Além disso, o banco considera positiva a entrada da Equatorial(EQTL3) como acionista de referência da Copasa, pois acreditamos que seu sólido histórico de excelência operacional deve favorecer a execução da transformação da companhia, de maneira semelhante ao processo observado na Sabesp (SBSP3).

Já a XP Investimentos fixou o preço-alvo de R$ 88,3 para a Copasa no final de 2027, o que implica um potencial de alta de 33,24% ante o último fechamento. Segundo os analistas da corretora, é uma tese de equity simples, que combina valuation atrativo, crescimento de resultados e dividendos saudáveis.

Tanto o Citi quanto a XP mantêm a recomendação de compra para o papel.

Por volta das 13h20 (horário de Brasília), a CSMG3 recuava 0,14%, a R$ 66,18. No mesmo horário, o Ibovespa (IBOV) subia 0,25%, aos 176.175,30 pontos.



Contratos da Copasa

De acordo com o Citi, a tese de Copasa adotada pelo banco agora prevê que todos os municípios optarão por estender seus contratos até 2073, seguindo o mesmo modelo do acordo firmado com Belo Horizonte.

Além disso, foram incorporados ao cenário:

  • o novo mecanismo de compartilhamento dos ganhos de eficiência operacional (25% a 90%);
  • novas ligações de esgoto (dos 637 contratos municipais, apenas 340 atualmente incluem serviços de esgotamento sanitário, embora todos tenham potencial para incorporar esse serviço);
  • a atualização das premissas da RAB, refletindo os investimentos recentemente unitizados e aproximadamente R$ 3,1 bilhões em ativos contratuais registrados no 1º trimestre de 2026 (capex que ainda não havia sido incorporado à RAB).

No entanto, como consequência, um dos principais riscos à tese do banco é a possibilidade de alguns municípios decidirem não renovar seus contratos e o aumento de ruído político em função de tarifas mais elevadas.

Por outro lado, o Citi menciona como fatores de potencial significativo de valorização, caso a companhia consiga: superar de forma consistente os fatores anuais de incentivo regulatório; implementar medidas mais agressivas de redução de custos; e adotar uma política de dividendos mais robusta.

“Em nossa avaliação, há espaço para que a Copasa distribua 100% do lucro aos acionistas sem comprometer a solidez de seu balanço patrimonial”, considera.

Melhorias de Copasa

Na avaliação da XP, após melhorias relevantes e estruturais no modelo regulatório da Copasa, a companhia ainda é negociada a uma taxa interna de retorno (TIR) real atrativa, de 12,1%.

De acordo com os analistas Raul Cavendish, Bruno Vidal e Ana Clara Ribeiro, a tese de equity é vista como uma com similaridades relevantes à de Sabesp, com alguns riscos adicionais, que deverão ser mitigados mais adiante.

Como pontos positivos, os analistas destacam:

  • um modelo regulatório com esquema anual de reconhecimento de RAB mais benigno;
  • um modelo de opex regulatório que deixa mais upside para a companhia;
  • a Copasa não possui restrições de payout e tem um balanço leve (2,5x dívida líquida/EBITDA em 2026), o que deve permitir à Equatorial elevar o payout em ritmo acelerado;
  • e maior crescimento de lucro por ação estimado na janela entre 2026 e 2030.
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AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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