Copasa lidera perdas do Ibovespa após mudar oferta de privatização

As ações da Copasa (CSMG3) lideraram as perdas do Ibovespa nesta quarta-feira, 27, após a companhia informar mudanças no cronograma de sua oferta de privatização. Por volta das 13h00, os papéis da estatal mineira caíam 5%, enquanto o principal índice da B3 operava próximo da estabilidade.
A reação negativa do mercado ocorreu depois de a empresa divulgar, antes da abertura do pregão, que publicará uma nova versão do prospecto preliminar da oferta pública secundária de ações conduzida pelo governo de Minas Gerais. O comunicado não detalhou os motivos específicos para a alteração do cronograma.
A expectativa do mercado era de que o sócio de referência da operação fosse definido nesta quarta. As propostas foram entregues na última segunda-feira, 25, por dois grupos interessados: a Equatorial Energia e um consórcio formado por acionistas da Aegea.
No primeiro fato relevante divulgado pela companhia, a Copasa afirmou que "fatores supervenientes verificados no âmbito da oferta" levaram à necessidade de alterações em determinadas condições da operação.
Com isso, serão reapresentados o prospecto preliminar, a lâmina da oferta e o aviso ao mercado, todos relacionados à distribuição secundária de ações de titularidade do Estado de Minas Gerais.
Mais tarde, a estatal publicou um segundo fato relevante trazendo novos detalhes sobre o processo. Segundo o comunicado, o Comitê de Coordenação e Governança de Estatais ainda deverá se manifestar sobre as alterações propostas para a oferta. Somente após essa aprovação os documentos serão reapresentados ao mercado, já com um novo cronograma para a operação.
A companhia informou ainda que as mudanças decorrem de instruções do governo mineiro, formalizadas por meio do Ofício SEDE/ASMERC nº 44/2026, emitido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais.
O que se sabe da privatização da Copasa?
A oferta pública envolve inicialmente 171,1 milhões de ações ordinárias da Copasa e está sendo conduzida sob o rito de registro automático da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com coordenação de instituições como BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME), Itaú BBA, Bank of America, Citigroup e UBS.
A privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais recebeu duas propostas. Segundo pessoas envolvidas no processo, a Equatorial, sócia de referência da Sabesp, e um consórcio formado pela Equipav, pelo fundo soberano de Cingapura (GIC) e pela Itaúsa, com uma participação de 1% da Aegea, vão disputar a estatal.
A Itaúsa e a Aegea já confirmaram a informação por meio de fato relevante divulgado na noite desta segunda.
