Cosan (CSAN3): Citi retoma cobertura com ‘alto risco’ e aponta dependência de queda dos juros

O Citi retomou a cobertura da Cosan (CSAN3) com recomendação neutra, classificação de alto risco e preço-alvo de R$ 4,50 por ação, avaliando que a companhia ainda depende de um cenário de queda dos juros no Brasil, melhora operacional de seus negócios e novas vendas de ativos para destravar valor.
Na visão do banco, a holding avançou nos últimos meses em sua estratégia de desalavancagem por meio da venda de participações em diferentes empresas do grupo.
Entre os movimentos recentes estão a redução da fatia na Rumo (RAIL3) e os avanços no processo de reestruturação da Raízen, que ajudaram a reduzir as preocupações do mercado sobre uma eventual necessidade de aportes adicionais de capital.
Apesar desses progressos, os analistas entendem que a geração de caixa da companhia ainda enfrenta desafios. Segundo o Citi, a tese de investimento permanece dependente de cortes nas taxas de juros, de uma melhora relevante no desempenho das subsidiárias e de potenciais novas alienações de ativos.
O banco destaca que a redução dos juros teria impacto relevante para a Cosan, dado o nível de endividamento da holding e a sensibilidade da empresa ao custo do capital.
Compass pode destravar valor
Entre os pontos positivos da tese, o Citi vê potencial no segmento Edge, da Compass. Na avaliação dos analistas, o mercado atualmente atribui pouco valor a essa operação, o que pode representar uma fonte adicional de valorização para a companhia no futuro.
O banco também incorporou em suas estimativas a retomada da cobertura da Compass, a venda de aproximadamente 10% da participação na Rumo, além de revisões para o cenário macroeconômico e para os preços de commodities.
Mesmo reconhecendo os avanços recentes na redução da alavancagem e identificando potenciais catalisadores, o Citi avalia que as ações da Cosan negociam em níveis considerados justos.
