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EmpresasACS
29/06/2026
3 min

Cosan (CSAN3) confirma avaliação de alternativas para participação na Rumo (RAIL3)

Cosan (CSAN3) confirma avaliação de alternativas para participação na Rumo (RAIL3)

A Cosan (CSAN3) informou ao mercado, nesta segunda-feira (29), que avalia potenciais alternativas sobre a sua participação na Rumo (RAIL3), em linha com a estratégia de desalavancagem e otimização da estrutura de capital. Neste cenário, a companhia contratou o banco BTG Pactual como assessor financeiro.

A divulgação do comunicado ocorre em resposta à noticias sobre uma possível venda do ativo pela Cosan. A companhia afirmou que o processo ainda está em fase de tratativas iniciais e que não há, até o momento, decisão sobre o futuro da Rumo ou formato e condições de um eventual negócio.

No domingo (28), o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, noticiou que a Ultrapar (UGPA3) desistiu de comprar a Rumo. No entanto, existiriam ainda outros oito interessados na maior operadora privada de ferrovias da América Latina.

Uma eventual venda da Rumo ocorre em um momento de endividamento relevante da Cosan. Ao todo, a Cosan possui parcela de 23% na empresa logística. No primeiro trimestre, a Rumo lucrou R$ 266 milhões, alta de 41,1% na comparação anual.

Já a holding encerrou o trimestre com prejuízo R$ 1,58 bilhão no 1T26, uma melhora de 11% em relação às perdas de R$ 1,79 bilhão registradas no mesmo período do ano passado.

Redução da dívida

No dia 19 de junho, a Cosan anunciou a conclusão de operações de gestão de passivos financeiros dentro de sua estratégia de redução do endividamento.

A companhia realizou o resgate antecipado total da 1ª série da 11ª emissão de debêntures, encerrado em 16 de junho de 2026, e também finalizou ofertas de aquisição facultativa envolvendo debêntures da 5ª emissão e notas comerciais da 1ª série da 4ª emissão.

No total, os pré-pagamentos somaram aproximadamente R$ 2,8 bilhões. Na 5ª emissão de debêntures, foram adquiridos 569.428 títulos de um total de 681.353 em circulação. Já na 1ª série da 4ª emissão de notas comerciais, houve resgate integral de 550.000 títulos. Na 1ª série da 11ª emissão de debêntures, também ocorreu resgate integral de 1.500.000 títulos.

A Cosan afirmou que as operações reforçam o compromisso com disciplina financeira e fazem parte da estratégia de otimização da estrutura de capital, com redução do endividamento e das amortizações previstas para 2028, além do alongamento do prazo médio da dívida.

Com as transações realizadas ao longo do primeiro trimestre de 2026, a Cosan já acumula cerca de R$ 8,8 bilhões em pré-pagamentos de passivos financeiros.

  • Leia mais: Cosan (CSAN3) pode destravar valor com novas vendas, diz BTG; holding negocia com desconto de 29%
AutorLorena Matos
FonteMoney Times
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