Cosan (CSAN3) está recebendo propostas vinculantes pela fatia que detém na Rumo (RAIL3)
A Cosan (CSAN3) informou ao mercado que está andando com o processo de venda da participação que possui na Rumo (RAIL3), em linha com a atual estratégia de desalavancagem da companhia. Em fato relevante divulgado nesta quinta-feira (20), a holding confirmou que está em fase de recebimento de propostas vinculantes de potenciais interessados. No entanto, […]

A Cosan (CSAN3) informou ao mercado que está andando com o processo de venda da participação que possui na Rumo (RAIL3), em linha com a atual estratégia de desalavancagem da companhia.
Em fato relevante divulgado nesta quinta-feira (20), a holding confirmou que está em fase de recebimento de propostas vinculantes de potenciais interessados. No entanto, a Cosan afirma que ainda não há qualquer decisão da companhia sobre a efetiva realização de uma transação.
Segundo informações da Coluna Broadcast, do Estadão, a Cosan pretende vender cerca de R$ 15% da Rumo, equivalente a R$ 5 bilhões. A coluna apurou que o Grupo México e Cofco, que teria feito proposta conjunta com a Bunge, são as interessados que se apresentaram nessa fase das negociações.
Ainda conforme a coluna, o Grupo Ultra deixou o process antes da falta vinculante devido à falta de consenso sobre o preço do ativo. Já a Inpasa, que chegou a ser apontada por fonte como parte da atual etapa, disse em nota ao Estadão que não fez proposta vinculante pelo ativo.
Situação da Cosan
Uma eventual venda da Rumo ocorre em um momento de endividamento relevante da Cosan. Ao todo, a Cosan possui parcela de 23% na empresa logística.
No segundo trimestre deste ano, a companhia viu o seu prejuízo cair mais 66%, para R$ 320 milhões. Segundo o balanço, o resultado foi prejudicado por um impacto pontual negativo de R$ 233 milhões.
O número diz respeito ao impairment do ativo disponível para venda (TUP Porto São Luís), compensado pelo não reconhecimento contábil do resultado da Raízen, segundo a companhia.
Já a receita operacional líquida foi de R$ 10,8 bilhões. A dívida líquida expandida do corporativo somou R$ 9,2 bilhões no segundo trimestre, recuo de 47% na comparação com o mesmo período de 2025.
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