Cosan (CSAN3), Inter (INBR32), Telefônica Brasil (VIVT3) e outros destaques desta sexta (17)

O rebaixamento da nota de crédito da Cosan (CSAN3) pela Moody’s, a redução da participação da Squadra no Inter(INBR32) e os juros sobre o capital próprio (JCP) da Telefônica Brasil (VIVT3) são alguns dos destaques corporativos desta sexta-feira (17).
Confira o radar do mercado
Moody’s rebaixa rating da Cosan (CSAN3) para B1 e mantém perspectiva negativa
A Moody’s Ratings rebaixou nesta quinta-feira (16) a nota de crédito da Cosan (CSAN3) para B1, de Ba3, e manteve a perspectiva negativa, encerrando a revisão para possível rebaixamento iniciada em 24 de fevereiro após o anúncio da reestruturação da Raízen.
Segundo a Moody’s, “o rebaixamento dos ratings da Cosan para B1 reflete a fraca cobertura de juros no nível da holding e a continuidade da dependência da monetização de ativos” para reduzir a dívida. A agência acrescentou que a nota também incorpora a menor diversificação do portfólio, reduzindo a capacidade de geração de dividendos futuros.
A agência ressaltou, porém, que não espera um contágio financeiro da reestruturação da Raízen para a Cosan. Apesar disso, afirmou que o processo reduziu de forma relevante os dividendos recebidos pela holding, pressionando sua geração de caixa.
Inter (INBR32): Squadra vende ações em meio à queda de mais de 30% dos papéis
A Squadrareduziu sua participação acionária no Inter(INBR32) para 9,80%, mostra documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (16).
Segundo o comunicado, a gestora passou a deter 31,9 milhões de ações da companhia.
Como de praxe, a gestora afirmou que a venda não tem como objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa do Inter.
Telefônica Brasil (VIVT3) aprova R$ 500 milhões em JCP
A Telefônica Brasil (VIVT3) informou nesta quinta-feira (16) que seu conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 500 milhões em juros sobre capital próprio (JCP).
O valor bruto corresponde a R$ 0,1565 por ação. Após a retenção de Imposto de Renda na fonte de 17,5%, o valor líquido será de R$ 0,1291 por ação, considerando a alíquota padrão.
Terão direito ao provento os acionistas com posição acionária ao fim do pregão de 27 de julho de 2026. A partir de 28 de julho, as ações passarão a ser negociadas na condição de “ex-JCP”.
Segundo a companhia, os JCP serão imputados ao dividendo obrigatório referente ao exercício social de 2026, sujeito à aprovação da assembleia geral ordinária prevista para 2027.
O pagamento será realizado até 30 de abril de 2027, em data que ainda será definida pela diretoria.
Banco Pine (PINE4) cancela ações mantidas em tesouraria
O conselho de administração do Banco Pine (PINE4) aprovou o cancelamento de 2 milhões de ações preferenciais de emissão da companhia que estavam em tesouraria, sem redução do valor do capital social.
A aquisição dessas ações ocorreu por meio de um programa de recompra de ações do banco.
Por conta do cancelamento, o capital social da companhia de R$ 1,27 bilhão passa a ser dividido em 257.888.724 ações, sendo 129.950.956 ordinárias e 127.937.768 preferenciais.
Lavvi (LAVV3) lança R$ 1,4 bilhão em projetos no 2º tri e vendas chegam a R$ 875 milhões
A Lavvi (LAVV3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com R$ 1,41 bilhão em lançamentos (VGV total), alta de 8% na comparação anual, e vendas líquidas totais de R$ 875 milhões, avanço de 12% sobre o mesmo período de 2025.
O principal destaque foi o lançamento da primeira fase do Jardim da Hípica, maior empreendimento da história da incorporadora, além do Novvo Santa Marina. A velocidade de vendas (VSO) consolidada foi de 22% no trimestre.
Segundo a companhia, o Jardim da Hípica foi responsável por mais de 64% das vendas do trimestre. Lançado em abril, o empreendimento possui VGV potencial de aproximadamente R$ 2,6 bilhões e encerrou o período com R$ 565 milhões em vendas, equivalente a 44% do VGV lançado.
Eneva (ENEV3) amplia geração de energia em 35% no 2º trimestre com maior despacho térmico
A Eneva (ENEV3)registrou geração bruta total de 2.537 Gigawatt-hora (GWh) no segundo trimestre de 2026, alta de 35% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo maior despacho termelétrico por ordem de mérito no Sistema Interligado Nacional (SIN). A produção de gás natural somou 0,47 bilhão de metros cúbicos (bcm) no período.
No comunicado, a empresa destacou que o despacho das usinas abastecidas com gás próprio atingiu 47% no Complexo Parnaíba e 60% em Jaguatirica durante o trimestre. “O despacho termelétrico das usinas a gás próprio reforça a relevância do portfólio térmico flexível da Eneva para o SIN”, afirmou a companhia.
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