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Sacre Investimentos
InternacionalBDR
05/11/2026
5 min

Crescimento de 260% do lucro e de 26% da receita: quem foi a campeã das empresas de tecnologia na temporada de balanços?

Vale lembrar que a queridinha do setor de inteligência artificial, a Nvidia (NVDA), será a última das big techs a publicar seus resultados em 17 de novembro, mas o balanço é analisado separado dos demais

Crescimento de 260% do lucro e de 26% da receita: quem foi a campeã das empresas de tecnologia na temporada de balanços?

A temporada de balanços nos Estados Unidos começa a perder tração e as principais empresas de tecnologia, as chamadas big techs, já publicaram seus resultados referentes ao 3T26.  

Vale lembrar que ainda faltam os números da queridinha do setor de inteligência artificial, a Nvidia (NVDA), que será a última das big techs a publicar seus resultados no dia 17 de novembro, mas esse balanço é analisado à parte dos demais. 

A grande vencedora dessa temporada parcial, portanto, foi a Meta Platforms (META), embora empresas como AMD (AMD) e Microsoft (MSFT) tenham apresentado forte expansão de receita.  

Adona do Facebook, Instagram e WhatsApp combinou crescimento acelerado nas principais linhas financeiras, com salto expressivo dos lucros mesmo em meio aos elevados investimentos em inteligência artificial (IA).

Veja os números: 

Empresa  Receita (var. anual)  Lucro Líquido (var. anual)  EPS Diluído (var. anual)  Capex  Guidance / Próximo trimestre 
AMD  US$ 13,38 bi (+45%)  US$ 2,43 bi (+95%)  US$ 1,46 (+95%)  US$ 648 mi  Receita de aproximadamente US$ 17 bi no 4T26 
Intel  US$ 16,5 bi (+21%)  US$ 3,3 bi (-18%)  US$ 0,60 (-33%)  Capex anual superior a US$ 20 bi  Receita entre US$ 15 bi e US$ 16 bi; EPS de US$ 0,10 (GAAP) e US$ 0,25 (não-GAAP) no 4T26 
Apple  US$ 114,5 bi (+12%)  US$ 30,7 bi (+11,8%)  US$ 2,10 (+14%)  Não informado  Não fornece guidance formal 
Microsoft  US$ 92,3 bi (+19%)  US$ 36,6 bi (+32%)  US$ 4,92 (+32%)  US$ 45,2 bi  Receita entre US$ 96,0 bi e US$ 97,1 bi; crescimento do Azure de 49%-50% 
Amazon  US$ 201,9 bi (+12%)  US$ 20,7 bi (-2%)  US$ 1,89 (-3%)  US$ 77,3 bi  Receita entre US$ 240 bi e US$ 247 bi no 4T26 
Meta  US$ 64,6 bi (+26%)  US$ 9,86 bi (+264%)  US$ 3,83 (+265%)  US$ 34,9 bi  Receita entre US$ 73 bi e US$ 76 bi no 4T26 
Alphabet (Google)  US$ 127,6 bi (+25%)  US$ 26,2 bi (-25%)  US$ 2,12 (-26%)  US$ 51,4 bi  Sem guidance trimestral; capex anual projetado entre US$ 195 bi e US$ 205 bi 

Meta Platforms (META): receitas e investimentos em alta 

Olhando mais de perto para o balanço da Meta, a receita alcançou US$ 64,6 bilhões, avanço de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. 

O destaque, porém, ficou para a última linha do balanço: o lucro líquido disparou 264%, para US$ 9,86 bilhões, impulsionando o lucro por ação (EPS), que também avançou cerca de 265%, para US$ 3,83. 

O desempenho colocou a Meta à frente das demais Big Techs em ritmo de crescimento dos resultados, superando concorrentes como Microsoft, Amazon, Alphabete Apple. 

Mesmo acelerando os investimentos para sustentar sua estratégia de IA, a empresa manteve forte expansão operacional. Os desembolsos de capital (capex) somaram US$ 34,9 bilhões no trimestre, um dos maiores valores do setor — atrás apenas de Amazon, Alphabet e Microsoft em termos absolutos. 

Apesar dos resultados sólidos, o alto nível de capex foi um um dos pontos de atenção, ao lado de um fluxo de caixa livre (FCF, na sigla em inglês) negativo e, US$ 2,1 bilhões no trimestre. Os analistas do Safra projetam que a companhia poderá permanecer com geração de caixa livre negativa até 2028devido ao forte ciclo de investimentos em infraestrutura de IA.   

Ainda assim, a companhia conseguiu ampliar margens e entregar um crescimento do lucro muito superior ao da receita, sinalizando ganhos de eficiência e monetização dos serviços digitais. 

Para o quarto trimestre, a administração projeta receita entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões, indicando que o ritmo de expansão deve permanecer robusto até o encerramento do ano. 

A outra ponta dos balanços 

Apesar do avanço das receitas e da forte demanda por infraestrutura de inteligência artificial, três das gigantes de tecnologia analisadas registraram queda no lucro líquido em relação ao mesmo período do ano anterior: Amazon, Alphabet (Google) e Intel. 

No caso da Amazon, a empresa apresentou receita de US$ 201,9 bilhões, alta de 12%, mas o lucro líquido recuou 2%, para US$ 20,7 bilhões. Segundo a companhia, o resultado foi impactado pelo forte ciclo de investimentos em data centers e inteligência artificial. 

Os desembolsos de capital chegaram a US$ 77,3 bilhões no trimestre, refletindo a expansão da infraestrutura necessária para sustentar a crescente demanda por serviços de nuvem e aplicações de IA da AWS. Ainda assim, a Amazon indicou que pretende manter um nível elevado de investimentos nos próximos trimestres, o que pode continuar pressionando parte da rentabilidade de curto prazo. 

Já a Alphabet, controladora do Google, viu o lucro líquido cair 25%, para US$ 26,2 bilhões. A empresa atribuiu o desempenho principalmente ao aumento das despesas relacionadas à expansão da capacidade de computação para inteligência artificial e à aceleração dos investimentos em infraestrutura. 

O capex atingiu US$ 51,4 bilhões no período e a administração reiterou a previsão de investimentos anuais entre US$ 195 bilhões e US$ 205 bilhões. Assim como a Amazon, a empresa destacou que a construção de novos data centers e a aquisição de equipamentos para IA continuarão elevando os gastos nos próximos períodos. 

Por fim, a Intel registrou um crescimento das receitas de 21%, para US$ 16,5 bilhões, mas o lucro líquido caiu 18%, para US$ 3,3 bilhões. A fabricante de semicondutores afirmou que segue em um processo de transformação operacional e de expansão de sua capacidade fabril, o que elevou custos e despesas. 

AutorRenan Sousa
FonteSeu Dinheiro
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