Criptomoedas renderam US$ 1,2 bilhão a Donald Trump em 2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,21 bilhões) em rendimentos provenientes de atividades com criptomoedas em 2025, segundo cálculo da AFP com base em documentos divulgados nesta terça-feira, 30, pelo Escritório de Ética Governamental (OGE).
A legislação americana exige desde 1978 que o presidente e o vice-presidente apresentem declarações de patrimônio e renda. Nos documentos, com mais de 900 páginas, Trump informa ter recebido aproximadamente US$ 550 milhões (R$ 2,85 bilhões) por sua participação na World Liberty Financial (WLF), plataforma de criptomoedas lançada em 2024 e apoiada pela família Trump.
A WLF arrecadou US$ 550 milhões com a emissão da criptomoeda WLFI. Além disso, Trump e seus três filhos receberam 22,5 bilhões de unidades do token por meio da empresa DT Marks DeFi, participação avaliada em cerca de US$ 1,3 bilhão (R$ 6,73 bilhões).
Patrimônio cresceu com ativos digitais
A declaração também informa o recebimento de US$ 635 milhões (R$ 3,29 bilhões) em royalties relacionados à criptomoeda $TRUMP, lançada poucas horas antes da posse presidencial, em janeiro de 2025.
Segundo a Forbes, os investimentos em criptomoedas fizeram o patrimônio pessoal de Trump quase triplicar entre 2024 e 2026, passando de US$ 2,3 bilhões para US$ 6,5 bilhões.
O presidente é alvo de críticas e acusações de conflito de interesses por sua atuação no setor, especialmente após adotar medidas para reduzir a regulação do mercado de criptomoedas durante seu governo. A valorização dos ativos digitais impulsionou os ganhos de investidores ligados ao segmento.
A Casa Branca rejeitou as acusações. Em comunicado à AFP, a porta-voz adjunta Anna Kelly afirmou que nem Trump nem sua família "jamais incorreram, nem jamais incorrerão, em conflitos de interesse" e disse que o presidente "transformou orgulhosamente os Estados Unidos na capital mundial das criptomoedas".
O documento também revela outros rendimentos da família presidencial. A primeira-dama Melania Trump recebeu US$ 10 milhões (R$ 51,6 milhões) por um documentário produzido pela Amazon e mais de US$ 500 mil (R$ 2,58 milhões) em royalties de seu livro Melania.
Já o vice-presidente JD Vance declarou ganhos entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões com as vendas de sua autobiografia Hillbilly Elegy, publicada em 2016.
*Com AFP
