Dança das cadeiras: Governo de Minas indica Márcio Nunes para presidência da Cemig (CMIG4)
A Cemig (CMIG4) informou ao mercado que o Estado de Minas Gerais, na posição de acionista controlador da companhia, indicou Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para o cargo de presidente (CEO), Alexandre Ramos Peixoto para a posição de conselheiro e presidente do conselho de administração e Sérgio Pessoa de Paula Castro para o cargo de conselheiro. […]

A Cemig (CMIG4) informou ao mercado que o Estado de Minas Gerais, na posição de acionista controlador da companhia, indicou Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para o cargo de presidente (CEO), Alexandre Ramos Peixoto para a posição de conselheiro e presidente do conselho de administração e Sérgio Pessoa de Paula Castro para o cargo de conselheiro.
A companhia destaca que as indicações estão sujeitas aos ritos de governança nos termos da legislação vigente e estatuto social.
Chama atenção que Alexandre Peixoto, o atual CEO — e agora indicado à presidência do conselho —, foi eleito ao cargo em maio deste ano, apenas três meses atrás.
A possibilidade de um novo nome para a presidência da Cemig já estava no radar do mercado, com Marcio Nunes, ex-CEO da Copasa, e Fernando Fagundes, que atuou na Light, como potenciais indicados para a vaga.
O Money Times ouviu que o nome de Fernando Fagundes foi o primeiro a ser indicado, seguido de Nunes, e que há interesse de diversas pessoas do União Brasil para a cadeira, em meio à proximidade das eleições.
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Safra alerta para incertezas com sucessão de Zema
O Safra revisou para baixo seu preço-alvo para as ações preferenciais da Cemig, passando de R$ 12,50 para R$ 11,90 ao final de 2026, e manteve a recomendação neutra para a companhia. Apesar de enxergar um potencial de valorização de cerca de 13% em relação aos níveis atuais, o banco avalia que o retorno esperado ainda é limitado quando comparado ao restante do setor elétrico.
O corte no preço-alvo reflete uma série de ajustes nas projeções do banco. Entre eles estão a incorporação dos resultados do primeiro semestre de 2026, novas premissas macroeconômicas com juros mais altos, inflação elevada em 2026 e 2027 e uma taxa de desconto maior. O Safra também revisou sua curva de preços de energia e atualizou o portfólio de balanço energético da companhia.
As eleições em Minas Gerais também aparecem como uma fonte adicional de incerteza. Com a saída prevista do governador Romeu Zema para disputar a Presidência da República, os principais candidatos ao governo estadual têm demonstrado pouco entusiasmo com a tese de privatização da Cemig.
O atual vice-governador, Mateus Simões, já afirmou que não pretende priorizar o tema e admitiu a possibilidade de mudanças na direção da empresa em meio às negociações políticas. Outros nomes bem posicionados nas pesquisas, como o senador Cleitinho e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, também se manifestaram contra a privatização.
Na visão do Safra, mesmo que a discussão sobre a venda da companhia volte a ganhar força no futuro, o processo exigiria alterações na Constituição de Minas Gerais e poderia enfrentar forte resistência política, tornando a tese difícil de ser implementada no curto prazo.
Diante desse cenário, o banco avalia que possíveis mudanças de gestão e estratégia após as eleições tendem a elevar a percepção de risco dos investidores e podem atrasar decisões importantes para a companhia, incluindo negociações relacionadas à renovação de concessões.
