Datafolha: Lula tem 46%, e Flávio Bolsonaro, 44% no 2º turno
Essa é a primeira pesquisa do instituto realizada após a sessão histórica do STF. Apesar da repercussão, não houve movimentação na pesquisa

O presidenteLuiz Inácio Lula da Silva (PT)aparece novamente com 46% em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que segue com 44% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 17. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, o levantamento mostra novamente empate técnico.
Essa é a primeira pesquisa do instituto realizada após a sessão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF), que iniciou a análise do processo que pode resultar em uma investigação sobre o caso do Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes.
Apesar da repercussão, não houve movimentação na pesquisa. No último levantamento, o petista também marcava 46%, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, 44%.
A pesquisa Datafolha, contratada pela Globo e pelo jornal Folha de São Paulo, entrevistou 2.002 eleitores de terça (15) a quinta-feira (17), com margem de erro de 2 pontos percentuais. O registro é BR-04029/2026.
Primeiro turno
No primeiro turno, Lula aparece novamente com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro marca 36% das intenções de voto. O escritor Augusto Cury (Avante) soma 6%, Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, e Renan Santos (Missão), 3%.
Veja os números da pesquisa estimulada, quando a pesquisa mostra aos eleitores os nomes dos candidatos:
- Lula (PT): 39% (eram 39%)
- Flávio Bolsonaro (PL): 36% (eram 35%)
- Escritor Augusto Cury (Avante): 6% (eram 6%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%)
- Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%)
- Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%)
- Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
- Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (era 1%)
- Edmilson Costa (PCB): 0 (era 1%)
- Clariana Barão (DC): 0 (era 1%)
- Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
- Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero)
- Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6%)
- Indecisos: 3% (eram 4%)
Último levantamento do Datafolha mostrou que o presidente Lula tinha 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 35% de Flávio Bolsonaro (PL). Augusto Cury (Avante) aparecia em terceiro lugar, com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%.
Como foi a sessão do STF?
Durante toda a sessão de terça-feira do STF, foi discutida uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes pela manhã, na qual o ministro propôs adiar o julgamento e reunir, em uma única análise, os relatórios da Polícia Federal relacionados a Moraes e Mendonça.
O placar dessa questão preliminar ao julgamento seria de empate em 4 a 4, mas, como o ministro Flávio Dino pediu vista, seu voto ainda não foi oficialmente computado. Por isso, o placar da sessão ficou em 4 a 3 a favor da posição do relator Fachin, que defendeu manter a tramitação dos dois processos separada e manter os casos sob sua relatoria.
Quando Dino devolver os autos, a situação será de empate e, nesse caso, Fachin poderá votar para desempatar a questão e, só então, prosseguir o julgamento.Os comentários de Lula e Flávio
No dia seguinte da sessão tumultuada do STF, o presidente Lula rebateu as críticas que o associam a Moraes.
“Ontem, o meu adversário [Flávio Bolsonaro - PL]gravou um vídeo dizendo que eu sou responsável pelo Alexandre de Moraes. A obsessão dele é pegar o Alexandre de Moraes, mas eles não querem brigar com Moraes por causa do Banco Master”, disse, durante entrevista ao podcast Desce a Letra Show.
Já Flávio Bolsonaro (PL), falou, na quarta-feira, 16, que, se eleito, vai indicar cinco novos ministros para o STF. O senador ainda criticou Moraes e Flávio Dino, a quem definiu como "ministros militantes que não representam o Judiciário brasileiro".
"Eu, como presidente da República, vou proteger as instituições, vou proteger o STF dessas laranjas podres e vou indicar para o STF cinco ministros, homens e mulheres, que sejam contra o aborto, contra as drogas, que respeitem a Constituição, que não persigam mais opositores do governo de plantão. O Brasil vai traçar uma linha e olhar para a frente", disse, durante agenda de campanha em Recife.
