De Petrobras (PETR4) a Banco do Brasil (BBAS3): Santander aponta quem deve entregar os melhores e os piores resultados do 2T26

O Santander vê Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3), Bradesco(BBDC4), TIM(TIMS3), Smart Fit (SMFT3), Gerdau (GGBR4), Multiplan (MULT3), Nubank (ROXO34), Fras-le (FRAS3) e Usiminas (USIM5) como os principais destaques positivos da temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26).
Na avaliação do banco, essas companhias devem se beneficiar de fatores como preços mais altos do petróleo, melhora operacional e maior resiliência dos negócios em um ambiente ainda desafiador para a economia.
De forma geral, o Santander projeta que as empresas de sua cobertura entreguem crescimento médio de 10% na receita líquida, 23% no Ebitda e 20% no lucro líquido na comparação anual.
Segundo o banco, o avanço será puxado principalmente pelas empresas ligadas a commodities, que devem registrar crescimento de cerca de 11% na receita líquida, 33% no Ebitda e 32% no lucro líquido. Já os setores domésticos devem apresentar expansão mais moderada, com alta de aproximadamente 10% na receita, 8% no Ebitda e 10% no lucro líquido, refletindo o impacto dos juros reais elevados e das condições de crédito mais restritivas.
O Santander também destaca que as revisões recentes das estimativas reforçam esse cenário de polarização. Enquanto o setor de petróleo e gás recebeu revisões positivas para lucro e Ebitda, segmentos como varejo, construção civil e bancos sofreram cortes nas projeções.
Na avaliação da instituição, a temporada de resultados deve reforçar a preferência do mercado por empresas menos sensíveis aos juros e mais expostas às commodities, sem alterar, por si só, a narrativa macroeconômica.
No lado oposto, o Santander aponta Aura Minerals (AURA33), Banco do Brasil (BBAS3), Grupo Mateus (GMAT3), Inter (INBR32), JBS, Marcopolo (POMO4), Natura (NATU3) e Pague Menos (PGMN3) como os destaques negativos da temporada.
Segundo o banco, essas empresas devem enfrentar desafios como pressão de custos, ambiente de consumo mais fraco, provisões elevadas, menor rentabilidade ou dificuldades operacionais, o que tende a resultar em resultados abaixo dos demais setores no trimestre.
