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EconomiaMPOL
28/08/2026
4 min

De processar Mark Zuckerberg a enterrar o Desenrola: o que os candidatos à presidência prometeram nesta sexta-feira

Horário eleitoral começa oficialmente nesta sexta-feira (28) no rádio e na TV; veja como foi o dia dos candidatos

De processar Mark Zuckerberg a enterrar o Desenrola: o que os candidatos à presidência prometeram nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira (28) começam oficialmente os jingles e propagandas no rádio e na TV com o horário eleitoral gratuito, sinal de que as eleições estão esquentando e as urnas se aproximando. O dia dos candidatos à presidência também foi cheio: teve promessa de levar Mark Zuckerberg a um tribunal, críticas ao programa Desenrola, defesa de chips produzidos no Brasil e, às 21h30, Flávio Bolsonaro deve se sentar na bancada do principal jornal da Globo.

O presidente Lula, candidato à reeleição, participou de uma caminhada em Salvador, enquanto Flávio Bolsonaro se prepara para a entrevista ao Jornal Nacional.

Em Minas Gerais, Renan Santos cumpriu compromissos partidários em Belo Horizonte. Romeu Zema focou suas atividades no Rio Grande do Sul, realizando entrevistas e encontros com apoiadores em Porto Alegre e Canoas.

Em São Paulo, Samara Martins dialogou com eleitores no centro da capital e em universidades, enquanto Ronaldo Caiado esteve em evento da Associação Comercial do Rio de Janeiro e Augusto Cury participou de sabatina promovida pelos veículos CBN, O Globo e Valor.

Por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal não realizou atividades de campanha.

Lula fala em superávit e promete chips produzidos no Brasil

Em Salvador, o presidente Lula, do PT, participou de uma caminhada ao lado de aliados e aproveitou para defender o desempenho de seu terceiro governo.

Lula chegou a afirmar que, em 2023, tirou o Brasil de uma “lama”.

O candidato à reeleição repetiu que recebeu o país com um déficit fiscal de 2,8% e, agora, entrega um orçamento com superávit de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

Também destacou investimentos do Novo PAC na Bahia e reforçou um discurso de reindustrialização, defendendo que o Brasil avance na produção de carros, baterias, chips e celulares.

A ideia, segundo o presidente, é reduzir a dependência da exportação de matérias-primas e agregar mais valor à produção nacional.

Flávio Bolsonaro encara entrevista ao vivo

Um dos principais candidatos nas pesquisas eleitorais ao lado do atual presidente Lula, Flávio Bolsonaro, do PL, fecha a sexta-feira (28) com a penúltima entrevista realizada pelo Jornal Nacional em uma série com os presidenciáveis.

Cabe destacar que, na pesquisa mais recente realizada pelo BTG Pactual/Nexus, o filho de Jair Bolsonaro estava cotado como o voto de 44% dos eleitores em um eventual segundo turno.

Caiado chama Desenrola de 'farsa'

Ronaldo Caiado, do PSD, criticou o programa Desenrola e afirmou que a iniciativa do governo federal "é uma farsa".

Na avaliação dele, o custo do crédito inviabiliza a produção e pressiona a atividade econômica. "Juro real de 9,5% quebra qualquer produtor de qualquer área", afirmou ele em evento da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

"Com a taxa de juros atual, ninguém vai investir no Brasil; é melhor ser rentista."

Ao tratar de contas públicas, o candidato afirmou que "o orçamento está 100% comprometido” e criticou o arcabouço fiscal adotado pelo governo Lula.

"Todo mundo sabe que o governo fraudou o arcabouço fiscal mentindo", disse, ao sustentar que houve manipulação de premissas e falta de transparência na condução das regras fiscais”, afirmou.

Cury quer levar Zuckerberg a um tribunal internacional

Augusto Cury, do Avante, defendeu, durante sabatina, que executivos das grandes empresas de tecnologia sejam responsabilizados pelos impactos das redes sociais sobre a saúde mental de crianças e adolescentes.

O candidato citou nominalmente o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e afirmou que pretende levá-lo a um tribunal internacional.

Também defendeu uma tributação mais pesada para as big techs, comparando seus serviços a produtos capazes de gerar dependência.

Na área política, voltou a se apresentar como uma alternativa à polarização. "Minha mente é capitalista e meu coração é social", disse.

*Com informações de Estadão Conteúdo

AutorGiovanna Figueredo
FonteSeu Dinheiro
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