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29/08/2026
7 min

De Shogun a Bia Souza: conheça os campeões que estarão no Spaten Fight Night 3

Evento reúne medalhistas olímpicos e campeões mundiais em cinco lutas neste sábado, em São Paulo

De Shogun a Bia Souza: conheça os campeões que estarão no Spaten Fight Night 3

O Spaten Fight Night 3 reúne neste sábado, em São Paulo, um grupo de dez atletas com histórico em algumas das principais competições de esportes de combate do mundo. O card terá cinco confrontos entre ringue e tatame, com representantes do UFC, Pride, ADCC, Mundiais de Jiu-Jítsu e Jogos Olímpicos.

Os participantes do evento acumulam, juntos, 14 títulos mundiais e sete medalhas olímpicas conquistadas ao longo das carreiras.

A programação terá transmissão da TV Globo após o programa Estrelas da Casa. O canal Combate inicia a cobertura às 21h, pelo horário de Brasília, e exibe todas as lutas a partir das 22h.

Maurício Shogun: campeão do Pride e do UFC

Spaten Fight Night: Shogun e Glover Teixeira fazem o duelo principal de uma programação que inclui judô, boxe e Jiu-jitsu (Divulgação)

O paranaense Maurício Shogun construiu parte de sua trajetória no MMA japonês antes de chegar ao topo do UFC. Em 2005, aos 23 anos, participou do Grand Prix dos médios do Pride, torneio que reuniu alguns dos principais nomes da categoria na época.

Na primeira fase da competição, Shogun venceu Quinton “Rampage” Jackson por nocaute no primeiro round. Depois, superou Rogério Minotouro por decisão dos árbitros. Na etapa final, disputada em duas lutas na mesma noite, derrotou Alistair Overeem por nocaute e, na decisão do torneio, venceu Ricardo Arona após 2min54s de combate.

O título do Grand Prix do Pride colocou Shogun entre os principais nomes do MMA mundial antes da chegada ao UFC.

Cinco anos depois, no UFC 113, realizado em Montreal, no Canadá, em 8 de maio de 2010, o brasileiro conquistou o cinturão dos meio-pesados. Shogun derrotou Lyoto Machida por nocaute técnico após derrubar o adversário com um golpe de direita e finalizar a luta no solo.

Aos 28 anos, ele se tornou o segundo atleta da história a conquistar títulos no Pride e no UFC.

Glover Teixeira: título do UFC aos 42 anos

A trajetória de Glover Teixeira no UFC teve o ponto máximo em 2021, quando conquistou o cinturão dos meio-pesados. O brasileiro disputou o título pela segunda vez na carreira no UFC 267, realizado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Em 30 de outubro de 2021, dois dias após completar 42 anos, Glover finalizou Jan Blachowicz no segundo round e se tornou o campeão mais velho a conquistar um cinturão pela primeira vez na era moderna do UFC.

O brasileiro venceu o então campeão polonês aos 3min02s do segundo round com um mata-leão. A conquista aconteceu sete anos depois da primeira disputa de título da carreira, quando perdeu para Jon Jones.

Bia Souza: ouro e bronze nos Jogos de Paris

Recebendo a medalha no pódio, a brasileira Beatriz Souza que venceu a israelense Raz Hershko e conquistou a medalha de ouro na categoria mais de 78kg. (Alexandre Loureiro/COB)

A judoca Beatriz Souza entrou para a lista de campeãs olímpicas brasileiras nos Jogos de Paris 2024. Aos 26 anos, a atleta paulista conquistou a medalha de ouro na categoria acima de 78kg.

Na final, Bia derrotou a israelense Raz Hershko com um waza-ari, pontuação aplicada no judô após uma projeção considerada válida.

A vitória colocou Beatriz Souza ao lado de Aurélio Miguel, Rogério Sampaio, Sarah Menezes e Rafaela Silva como campeões olímpicos brasileiros no judô.

A participação olímpica ainda terminou com outra medalha. Na disputa por equipes mistas, Bia venceu Asya Tavano, da Itália, em confronto decisivo. A brasileira conseguiu um waza-ari e depois manteve a imobilização por 10 segundos, garantindo o ippon. O Brasil venceu a disputa por 4 a 3 e ficou com o bronze.

Raz Hershko: prata e bronze olímpicos pelo judô de Israel

A israelense Raz Hershko, de 28 anos, chegou ao Spaten Fight Night 3 com duas medalhas olímpicas no currículo. A primeira veio nos Jogos de Tóquio 2020, quando conquistou o bronze na disputa por equipes mistas.

Na campanha, a equipe israelense derrotou o Brasil na repescagem e avançou para o confronto que definiu a medalha contra o Comitê Olímpico Russo.

Em Paris 2024, Hershko alcançou a final da categoria acima de 78kg. Na decisão pelo ouro, enfrentou justamente a brasileira Beatriz Souza e terminou com a medalha de prata após perder o combate.

Rafaela Silva: campeã olímpica e bicampeã mundial

Rafaela Silva no Spaten Fight Night 3. (Divulgação)

A trajetória de Rafaela Silva inclui conquistas em Mundiais e Jogos Olímpicos. A judoca carioca, atualmente com 34 anos, conquistou seu primeiro título mundial em 2013, no Rio de Janeiro, tornando-se a primeira brasileira campeã mundial da modalidade.

Três anos depois, também no Rio, Rafaela venceu a categoria até 57kg nos Jogos Olímpicos de 2016. Na final, derrotou a americana Marti Malloy e conquistou a medalha de ouro.

Rafaela Silva foi campeã mundial em duas oportunidades e conquistou uma medalha de ouro e uma de bronze olímpicas ao longo da carreira.

O segundo título mundial veio em 2022, no campeonato realizado em Tashkent, no Uzbequistão. Na final da categoria leve, a brasileira venceu a japonesa Haruka Funakubo com um waza-ari.

Nos Jogos de Paris 2024, Rafaela voltou ao pódio olímpico com a medalha de bronze na competição por equipes mistas. A equipe brasileira venceu a Itália por 4 a 3, com participação decisiva da judoca.

Rafaela venceu Veronica Toniolo por ippon e, após o empate em 3 a 3 no confronto geral, foi escolhida para a luta de desempate. A brasileira conseguiu uma queda inicialmente sem pontuação, mas a revisão confirmou o waza-ari, resultado que garantiu o bronze ao Brasil.

Prisca Awiti: medalhista olímpica pelo México

Nascida em Enfield, na Inglaterra, Prisca Awiti representa o México em competições internacionais. Filha de pai queniano e mãe mexicana, a judoca participou dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e Paris 2024.

Na edição francesa, conquistou a medalha de prata na categoria até 63kg. Durante a campanha olímpica, venceu quatro adversárias até chegar à final.

Na disputa pelo ouro, enfrentou a eslovena Andreja Leski e terminou com a segunda colocação.

Felipe Preguiça e Nicholas Meregali levam histórico do jiu-jítsu ao evento

O Spaten Fight Night 3 também reúne atletas com conquistas nas principais competições do jiu-jítsu, modalidade que reúne torneios mundiais organizados pela IBJJF, Federação Internacional de Jiu-Jítsu Brasileiro, e pelo ADCC, campeonato internacional de luta agarrada sem quimono.

Felipe Preguiça: títulos mundiais no ADCC e no jiu-jítsu

O mineiro Felipe “Preguiça” Pena, de 34 anos, possui títulos nas principais competições internacionais da modalidade.

Em 2015, no Mundial de No-Gi, categoria disputada sem quimono, organizado pela IBJJF, o atleta conquistou duas medalhas de ouro. Ele venceu o peso-pesado ao derrotar Jackson Sousa na final e também ficou com o título do absoluto após superar Matheus Diniz.

No ADCC de 2017, realizado na Finlândia, Felipe conquistou o título da categoria absoluto. Na final, venceu Gordon Ryan pela segunda vez. O histórico de confrontos entre os dois atletas registra quatro lutas, com duas vitórias para cada lado.

Felipe Preguiça acumula dois títulos do ADCC, dois Mundiais de Jiu-Jítsu e dois Mundiais de No-Gi.

O primeiro campeonato mundial de jiu-jítsu da IBJJF na faixa-preta veio em 2018. Na categoria peso-pesado, o brasileiro derrotou Patrick Gaudi na final. Em 2019, manteve o título ao vencer Gustavo Batista.

A conquista mais recente de grande relevância ocorreu em 2024, no ADCC, quando venceu Luke Griffith na final da categoria acima de 99kg.

Nicholas Meregali: tricampeão mundial de jiu-jítsu

O gaúcho Nicholas Meregali, de 32 anos, é tricampeão mundial da IBJJF. O campeonato, realizado desde 2007 na Califórnia, nos Estados Unidos, reúne atletas da faixa-preta em diferentes categorias.

Em 2017, no primeiro ano na elite da modalidade, Meregali conquistou o título mundial no peso-pesado. Na final, derrotou Leandro Lo, um dos principais nomes da história do jiu-jítsu brasileiro.

Dois anos depois, em 2019, voltou a vencer a categoria ao superar Mahamed Aly na decisão.

Em 2022, conquistou seu primeiro título mundial no absoluto, categoria que reúne atletas de diferentes pesos. Na final, venceu Erich Munis.

Com os resultados obtidos nas principais competições internacionais, Nicholas Meregali chega ao Spaten Fight Night 3 como tricampeão mundial da IBJJF.
AutorMateus Omena
FonteExame
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