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InvestMercados
05/08/2026
5 min

Decisão do Copom, emprego nos EUA e balanços de gigantes: o que move os mercados

O principal evento desta quarta, 5, ocorre após o fechamento do mercado, quando o Banco Central divulga a decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic

Decisão do Copom, emprego nos EUA e balanços de gigantes: o que move os mercados

Os mercados entram nesta quarta-feira, 5, de olho em uma agenda repleta de indicadores econômicos, com destaque para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil, os dados de emprego e atividade nos Estados Unidos e a nova rodada da temporada de balanços corporativos.

No cenário doméstico, o principal evento do dia acontece após o fechamento dos mercados, às 18h30, quando o Banco Central divulga a decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic.

A expectativa da maioria dos investidores é por mais um corte de 0,25 ponto percentual, após o Copom reduzir a taxa básica para 14,25% ano na reunião de junho. Com isso, a nova taxa pode ser de 14% ao ano. A comunicação do colegiado será acompanhada de perto pelo mercado em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária.

O que acompanhar

Antes da decisão, os investidores acompanham novos dados da economia brasileira. Às 10h, a S&P Global divulga os índices PMI de serviços e composto de julho. Em junho, o PMI de serviços estava em 51,3 pontos, enquanto o indicador composto marcou 50,7 pontos, ambos indicando expansão da atividade.

Também entram no radar o fluxo cambial semanal e o IC-Br, índice de commodities calculado pelo Banco Central, ambos previstos para as 14h30. O mercado ainda monitora a agenda política, que inclui reunião do ministro da Fazenda, Dario Durigan, com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn.

No exterior, o foco estará concentrado principalmente nos Estados Unidos, onde os investidores buscam novas pistas sobre a trajetória dos juros pelo Federal Reserve.

Às 9h15, será divulgado o relatório ADP de criação de empregos no setor privado americano em julho. Em junho, o indicador apontou a abertura de 98 mil vagas. O dado ganha relevância após os últimos sinais de desaceleração do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que vêm sendo acompanhados de perto pelo Fed para calibrar sua política monetária.

Pouco depois, às 10h45, a S&P Global divulga a leitura final dos PMIs composto e de serviços de julho. No mês anterior, o PMI composto estava em 51,9 pontos e o de serviços em 51,2 pontos. Às 11h, será a vez do ISM de serviços, um dos principais termômetros da atividade econômica americana, que marcou 54 pontos em junho.

Ainda nos Estados Unidos, o Tesouro apresenta, às 9h30, seu plano de refinanciamento da dívida pública, enquanto às 11h30 o Departamento de Energia divulga os estoques semanais de petróleo bruto. Na semana anterior, os estoques recuaram 7,167 milhões de barris.

Na Europa, os investidores acompanham a divulgação dos PMIs finais de julho. França, Alemanha, zona do euro e Reino Unido divulgam os dados de atividade de serviços e do indicador composto.

Na zona do euro, o PMI composto havia registrado 50 pontos em junho, enquanto o indicador de serviços ficou em 49,4 pontos. Na Alemanha, o PMI composto estava em 49,5 pontos e o de serviços em 48,6 pontos. Já no Reino Unido, os índices anteriores eram de 49,3 pontos para o composto e 48,8 pontos para serviços.

Também será divulgado o índice de preços ao produtor (PPI) da zona do euro referente a junho. Em maio, o indicador avançou 0,2% na comparação mensal e acumulava alta de 5,9% em 12 meses.

Na Ásia, o Banco Central da Índia (RBI) divulga sua decisão de política monetária durante a madrugada. Na reunião anterior, a autoridade manteve a taxa de juros em 5,25% ao ano.

Balanços movimentam ações no Brasil e nos EUA

Além dos indicadores, a temporada de resultados corporativos segue no centro das atenções. No Brasil, divulgam seus números empresas como Bradesco, Copel, Totvs, Klabin, Smart Fit, Engie Brasil, Brava Energia, Auren e Vivara.

O setor financeiro estará novamente no radar após a divulgação dos resultados do Itaú Unibanco na véspera. Os papéis do Bradesco também estarão entre os mais observados com a divulgação do balanço.

No exterior, a agenda inclui resultados de grandes companhias como Eli Lilly, Novo Nordisk, Disney, Uber, Mercado Livre e Sandisk. Os números das farmacêuticas serão acompanhados especialmente pelo mercado diante da disputa no mercado de medicamentos para obesidade, enquanto os resultados das empresas de tecnologia e consumo podem influenciar o humor em Wall Street.

Mercados encerram terça-feira sem direção definida

OIbovespa encerrou o pregão de terça-feira, 4, praticamente estável, com leve queda de 0,06%, aos 177.894,97 pontos, em uma sessão marcada pelo baixo volume financeiro, de R$ 17,2 bilhões. O índice brasileiro teve desempenho oposto ao das bolsas americanas, que avançaram impulsionadas pelo alívio nas tensões geopolíticas e por balanços corporativos positivos.

O dólar comercial fechou em alta de 0,87%, cotado a R$ 5,131, mesmo com a moeda americana perdendo força no exterior.

No exterior, Wall Street teve forte alta. O Dow Jones avançou 1,71%, o S&P 500 subiu 1,79% e o Nasdaq ganhou 2,59%, apoiados pelo avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã e por resultados corporativos acima das expectativas.

O petróleo, por sua vez, registrou forte queda diante dos sinais de avanço nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz. O Brent caiu 5,26%, para US$ 79,36, enquanto o WTI recuou 5,69%, encerrando a US$ 75,77.

AutorClara Assunção
FonteExame
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