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Sacre Investimentos
MercadosACS
24/08/2026
3 min

Depois de perder R$ 17 bilhões em valor de mercado, Itaú BBA corta preço-alvo de Sabesp (SBSP3); ainda vale comprar?

O debate em torno da Sabesp (SBSP3) mudou nas últimas semanas. Após os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), os investidores passaram a olhar uma discussão sobre o ritmo de criação de valor para questionar a própria magnitude da tese de investimento, segundo o Itaú BBA. De acordo com o banco de investimentos, custos […]

Depois de perder R$ 17 bilhões em valor de mercado, Itaú BBA corta preço-alvo de Sabesp (SBSP3); ainda vale comprar?

O debate em torno da Sabesp (SBSP3) mudou nas últimas semanas. Após os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), os investidores passaram a olhar uma discussão sobre o ritmo de criação de valor para questionar a própria magnitude da tese de investimento, segundo o Itaú BBA.

De acordo com o banco de investimentos, custos operacionais mais elevados, um ritmo de captura de eficiência mais lento do que o esperado e uma execução de investimentos abaixo das expectativas no curto prazo levaram a uma revisão significativa das expectativas e a uma forte correção no preço da ação.

No entanto, nem toda revisão de expectativas implica uma revisão equivalente do valor intrínseco da companhia“, afirma o BBA.

Para o banco, a questão central, portanto, não é se os resultados trouxeram novos desafios, mas se a magnitude da reação do mercado é proporcional à magnitude das mudanças nos fundamentos.

Após a queda, o banco revisou o preço-alvo da ação Sabesp de R$ 34 para R$ 33,10, o que implica um potencial de valorização de 39% em relação ao fechamento anterior (21).

Por volta das 14h36 (horário de Brasília), SBSP3 avançava 1,43% (R$ 24,09).



O que é importante olhar na tese da Sabesp (SBSP3)?

Na avaliação do BBA, o impacto do aumento de despesas de R$ 800 milhões é fundamental para a discussão da tese de investimento da Sabesp.

De acordo com o banco, o impacto é dividido igualmente entre receitas e custos, mas o tratamento econômico é materialmente diferente.

“Apenas 20% a 25% desse pacote de R$ 800 milhões deve permanecer na base de custos de longo prazo, o que implica um impacto recorrente mais próximo de R$ 170 milhões a R$ 200 milhões”, explica.

Pelas premissas revisadas para a empresa de saneamento pelo BBA, isso implica cerca de R$ 3,3 bilhões de destruição de valor, contra cerca de R$ 17,5 bilhões eliminados do valor de mercado da companhia.

“Portanto, o sell-off parece precificar uma deterioração consideravelmente mais persistente na execução e na rentabilidade de longo prazo do que aquela indicada por nossas premissas revisadas”, acrescenta.

Além disso, o BBA identificou um ritmo sazonal — e não linear — de execução do das despesas de capital (capex).

Ao incorporar os impactos mencionados anteriormente às projeções, o BBA não observa uma mudança estrutural na tese de investimento.

“As revisões de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) são relevantes no curto prazo, mas modestas em relação à correção no preço da ação”, afirma o banco. Além disso, a estimativa de Ebitda inclui impactos não recorrentes e itens repassáveis (pass-through).

Com esse cenário, o BBA mantém a recomendação de compra para o papel.

AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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