Desemprego cai a 5,3% no trimestre até agosto, com recorde de ocupação
Taxa de desocupação recuou 0,3 ponto percentual no trimestre, enquanto população ocupada e massa de renda atingiram recordes

RESUMO +
A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo o instituto IBGE, ante 5,6% no trimestre até maio. A população ocupada atingiu o recorde de 103,5 milhões de pessoas, enquanto a força de trabalho chegou a 109,3 milhões. A massa de rendimento também bateu recorde, de R$ 385,6 bilhões.
A taxa de desocupação caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo dados divulgados pelo IBGE. O indicador recuou 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em maio, quando estava em 5,6%, e também caiu 0,3 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025.
O resultado veio acompanhado de um novo recorde na população ocupada. 103,5 milhões de pessoas estavam trabalhando no trimestre de junho a agosto, alta de 0,8% em relação ao trimestre anterior, com 774 mil pessoas a mais. Na comparação anual, o avanço foi de 1%, ou 1,1 milhão de trabalhadores.
A população desocupada ficou em 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 281 mil em relação ao trimestre encerrado em maio. Na comparação com junho a agosto de 2025, houve queda de 300 mil pessoas.
Com isso, o nível da ocupação, que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está ocupada, chegou a 58,9%. O indicador subiu 0,3 ponto percentual no trimestre e ficou praticamente estável na comparação anual.
A força de trabalho também atingiu o maior nível da série histórica, com 109,3 milhões de pessoas. O contingente reúne trabalhadores ocupados e pessoas que estão procurando emprego.
Renda do trabalhador também cresce
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.777 no trimestre encerrado em agosto. O valor ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas cresceu 3,7% na comparação com o mesmo período de 2025.
Já a massa de rendimento real habitual, que soma os ganhos dos trabalhadores, chegou a R$ 385,6 bilhões, também o maior valor da série histórica. Houve alta de 1,4% no trimestre, equivalente a R$ 5,2 bilhões, e de 4,8% em um ano, ou R$ 17,5 bilhões.
Na comparação anual, o rendimento médio cresceu entre trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e trabalhadores por conta própria. Entre os empregados com carteira, o aumento foi de 2,4%, ou R$ 81. Para os domésticos, a alta foi de 4,6%, enquanto o rendimento dos trabalhadores por conta própria avançou 5,3%.
Informalidade fica em 37,5%
Apesar da alta da ocupação, a taxa de informalidade subiu levemente no trimestre, de 37,3% para 37,5%. O percentual corresponde a 38,8 milhões de trabalhadores informais.
O número ficou abaixo do registrado um ano antes, quando a taxa era de 38%, ou 38,9 milhões de pessoas.
A taxa composta de subutilização, que reúne pessoas subocupadas por insuficiência de horas, desocupadas e integrantes da força de trabalho potencial, ficou em 13,1%. O indicador recuou 1 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2025.
A população subutilizada somou 15 milhões de pessoas, queda de 6,5% em um ano. Já a população desalentada ficou em 2,4 milhões, recuo de 11,9% na comparação anual.
Onde o emprego cresceu
Entre março e maio e junho a agosto, a ocupação cresceu principalmente na Indústria Geral, com alta de 2%, equivalente a 265 mil pessoas, e na Construção, que avançou 4,1%, com 306 mil trabalhadores a mais.
Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, o destaque foi o grupamento de Transporte, armazenagem e correio, que teve aumento de 6,1%, ou 358 mil pessoas.
O número de empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 39,5 milhões, o maior contingente da série histórica. O resultado, porém, ficou estável tanto na comparação trimestral quanto na anual.
