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InvestMercados
28/05/2026
6 min

Desemprego no Brasil, PCE nos EUA e discursos do BCE: o que move os mercados

Desemprego no Brasil, PCE nos EUA e discursos do BCE: o que move os mercados

Após um pregão marcado pela perda de fôlego do Ibovespa e pela alta do dólar na véspera, investidores acompanham nesta quinta-feira, 28, uma agenda carregada de indicadores econômicos, inflação e sinais de bancos centrais.

Na véspera, o principal índice da B3 caiu 0,48%, pressionado pelas ações do setor de petróleo e pela virada negativa de parte dos bancos, em meio à forte baixa do petróleo no mercado internacional e à repercussão do IPCA-15 acima do esperado. O dólar avançou 0,66%, refletindo o fortalecimento global da moeda americana e a queda das commodities energéticas.

Em Wall Street, os índices fecharam sem direção única, sustentados pelas ações de tecnologia e pela expectativa de avanço nas negociações diplomáticas envolvendo o Irã. Agora, no Brasil, o foco está no IGP-M, na taxa de desemprego e no Caged.

Nos Estados Unidos, investidores monitoram o índice PCE, nova leitura do PIB e dados de consumo e emprego. Na Europa, discursos do BCE e indicadores de confiança ajudam a calibrar as expectativas para os juros.

O que acompanhar no Brasil

No Brasil, o destaque começa às 8h com a divulgação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de maio, publicado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador, conhecido como “inflação do aluguel”, acompanha a variação de preços em diferentes etapas da economia, incluindo matérias-primas, produtos industriais, construção civil e bens ao consumidor. A última leitura registrou alta de 2,73%.

Às 8h30, o Banco Central divulgada os dados de empréstimos bancários de abril, após avanço de 0,9% no levantamento anterior. Já às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica a taxa de desemprego de abril, com projeção de 5,9%, abaixo dos 6,1% registrados anteriormente.

No mesmo horário, sai também o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação de preços na indústria antes da chegada dos produtos ao consumidor final. Mais tarde, às 14h30, o mercado acompanha os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), após criação de 228,21 mil vagas formais no levantamento anterior.

Ainda no Brasil, investidores também acompanham a tramitação da PEC que prevê o fim da escala 6x1. Nesta quarta-feira, 27, a comissão especial da Câmara aprovou o texto-base da proposta por 34 votos a 4.

A medida reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, amplia o descanso para dois dias por semana e prevê implementação gradual em até 14 meses. O texto agora segue para votação no plenário da Câmara.

Agenda no exterior

Na Europa, investidores acompanham às 4h15 o pronunciamento de Philip Lane, economista-chefe do BCE, seguido às 4h20 por discurso da presidente Christine Lagarde. Às 6h, saem os dados de confiança econômica da Zona do Euro, incluindo confiança industrial, confiança do consumidor, clima de negócios e expectativas de inflação.

O BCE também publica às 8h30 as atas de sua última reunião de política monetária. Mais tarde, às 12h45, Isabel Schnabel volta a falar em nome da autoridade monetária europeia.

Entre os indicadores europeus, também ganham destaque os dados de confiança da Itália às 5h, com projeção de confiança do consumidor em 90,1 pontos e empresarial em 87,5. Portugal divulga confiança do consumidor e empresarial às 5h30. Já a Espanha publica vendas no varejo às 4h e confiança empresarial às 7h.

Nos Estados Unidos, a agenda concentra os principais eventos do dia às 9h30. O núcleo do índice de preços PCE mensal deve ficar em 0,3%, enquanto a leitura anual é projetada em 3,3%, ante 3,2% anteriores. O PCE cheio anual deve acelerar de 3,5% para 3,8%, e o dado mensal é esperado em 0,5%. Também saem os números do PIB do primeiro trimestre, com projeção de crescimento anualizado de 2,0, acima dos 0,5% anteriores.

No mesmo horário, o mercado acompanha os pedidos iniciais de seguro-desemprego, com projeção de manutenção em 209 mil solicitações, além da média móvel de quatro semanas, estimada em 211 mil pedidos, ante 202,5 mil anteriores.

Também serão divulgados os dados de renda pessoal, gastos dos consumidores, encomendas de bens duráveis e os lucros corporativos do primeiro trimestre, que devem acelerar para 5,7%, após avanço anterior de 4,7%.

Às 9h55, John Williams, membro doComitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), faz discurso. Já às 11h, saem os dados de vendas de casas novas de abril, com projeção de 661 mil unidades, abaixo das 682 mil registradas anteriormente.

No setor de energia, o Administração de Informação de Energia (EIA na sigla em inglês), divulga às 13h os estoques semanais de petróleo bruto, após queda anterior de 7,863 milhões de barris. Também serão publicados os números de estoques de gasolina, derivados, óleo para aquecimento e os dados de utilização das refinarias.

Mais tarde, às 16h, o mercado acompanha discurso de Thomas Barkin, integrante do FOMC. Já às 17h30, o Fed divulga a atualização de seu balanço patrimonial, atualmente em US$ 6,714 trilhões.

Entre outros destaques globais, o Japão divulga durante a noite uma bateria de indicadores econômicos, incluindo a taxa de desemprego de abril, projetada em 2,7%, em linha com a leitura anterior.

Também serão publicados o núcleo do índice de preços ao consumidor (IPC) de Tóquio de maio, com expectativa de manutenção anual de 1,5%, e os dados de produção industrial de abril, que devem registrar queda de 0,4% no mês, em linha com o valor anterior. O país ainda divulga números de vendas no varejo e inflação ao consumidor.

Na África do Sul, o banco central anuncia sua decisão de juros às 10h, com expectativa de elevação da taxa básica para 7%, acima dos 6,75% anteriores.

Balanços corporativos

Os investidores também acompanham nesta quinta-feira os resultados de grandes empresas dos setores de varejo, bancos e tecnologia.

Antes da abertura dos mercados, divulgam números os bancos canadenses Royal Bank of Canada e Toronto-Dominion Bank, com foco em crédito, inadimplência e impacto dos juros sobre as margens financeiras.

Após o fechamento, os destaques ficam para Costco, Dell Technologies e Autodesk. No varejo, o mercado monitora o desempenho das vendas e renovação de assinaturas da Costco, enquanto no setor de tecnologia o foco recai sobre a demanda por infraestrutura ligada à inteligência artificial, data centers e softwares corporativos.

AutorCaroline Oliveira
FonteExame
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