Desfile em Brasília, ida à igreja e Moraes chamado de ‘bandido’: o 7 de Setembro dos candidatos à presidência
Com menos de um mês para as urnas do primeiro turno, candidatos à presidência fizeram manifestações durante o feriado da Independência

O feriado de 7 de Setembro, que homenageia a Independência do Brasil, costuma movimentar o país em atos políticos. A menos de um mês para o primeiro turno das eleições, o simbolismo da data ganha um ingrediente extra. Entre desfiles cívicos, manifestações e discursos, os candidatos à presidência aproveitaram o feriado desta segunda-feira (7) para mobilizar apoiadores e reforçar pautas que devem dominar a reta final da corrida eleitoral.
Enquanto Lula, presidente do PT que busca a reeleição, participou do tradicional desfile em Brasília, a agenda dos outros candidatos também está agitada durante o feriado: manifestação na Avenida Paulista e Copacabana, ida à igreja Mundial e entrevista à Jovem Pan.
Lula participa de desfile em Brasília
Lula participou do tradicional desfile de 7 de Setembro ao lado de ministros, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O desfile, que começou pela manhã, recebeu cerca de 70 mil pessoas, segundo dados da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
Antes da chegada do petista, apoiadores presentes nas arquibancadas entoaram gritos em defesa do fim da escala 6x1, proposta que tramita no Senado.
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Flávio Bolsonaro aposta em ato na Paulista
Em disputa acirrada com Lula no segundo turno, candidato do PL convocou apoiadores para um ato marcado para a tarde na avenida Paulista, em São Paulo, com o mote "Fora Lula e fora Moraes".
A manifestação, marcada para 15h, deve contar com a participação do governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, um dos principais aliados da campanha de Flávio.
Pela manhã, os dois participaram de um culto na Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada por Valdemiro Santiago.
Durante a visita, o Flávio Bolsonaro pediu orações ao pai e foi recebido com apoio dos fiéis da igreja.
"Que no dia da Independência do Brasil, o Senhor visite o presidente Bolsonaro, meu pai, assim como visitar cada pessoa que está aqui ouvindo", disse Flávio. O candidato também pediu que Deus "afaste todo espírito mal desse País" e afirmou: "que o Senhor leve a sua espada da justiça na Praça dos Três Poderes em Brasília".
Augusto Cury defende revisão de casos do 8 de Janeiro
Em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais do segundo turno, Augusto Cury, do Avante, participou de uma caminhada em Copacabana, no Rio de Janeiro, com concentração no Posto 6 e percurso até o Posto 5.
Mais cedo, durante entrevista à Jovem Pan, o presidenciável afirmou que pretende revisar processos relacionados aos atos de 8 de Janeiro caso chegue ao Planalto.
Cury também defendeu uma análise individual dos casos e voltou a criticar o que considera excessos do Judiciário.
Outros temas abordados pelo candidato foram uma possível privatização dos Correios e adaptações no Pix, mas sem dar detalhes de quais seriam as mudanças.
Zema intensifica críticas ao Supremo
Enquanto a tarde na Avenida Paulista deve receber Flávio Bolsonaro, a avenida de manhã foi palco de Romeu Zema, do Novo.
O candidato criticou o ministro Flávio Dino, do STF, e chegou a chamar Alexandre de Moraes de bandido.
Na ocasião, o presidenciável do Novo afirmou que Moraes devia estar preso. "O lugar dele é esse", disse em meio ao vazamento de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A campanha de Zema também estendeu uma faixa no prédio Anchieta, no cruzamento da avenida com a rua da Consolação, em referência aos "Intocáveis", série transmitida nas redes sociais do candidato com críticas a ministros do Supremo.
Caiado mira Lula
Em Goiânia, Ronaldo Caiado, do PSD, acompanhou o desfile cívico-militar ao lado do governador de Goiás, Daniel Vilela.
Durante conversa com jornalistas, o candidato afirmou que Lula não tem "autoridade moral" para falar sobre patriotismo e soberania no Dia da Independência.
"Ele devolveu o Brasil ao crime. Ele devolveu o Brasil à corrupção. Ele devolveu o Brasil ao maltrato das pessoas", afirmou Caiado.
O governador também voltou a defender uma mudança no perfil das futuras indicações ao STF e reiterou a promessa de escolher apenas mulheres para vagas abertas caso seja eleito.
Renan Santos participa de protesto no Ibirapuera
Já o candidato do Missão participou de uma manifestação no Obelisco do Ibirapuera, na capital paulista. Em discurso, chegou a chamar Lula e Flávio Bolsonaro de bandidos, além de declarar que o país está "completamente destruído".
No mesmo evento, também criticou Augusto Cury e disse que o crescimento do candidato nas pesquisas eleitorais é "ascensão de covardia".
*Com informações de Estadão Conteúdo
