Diretora de RH do Walmart conta os 3 sinais que a fazem se interessar por um candidato
Donna Morris diz se interessar mais pelo que o candidato aprendeu trabalhando do que pelo diploma de elite

Donna Morris, diretora de recursos humanos do Walmart, responde por um quadro de mais de 2 milhões de funcionários e diz reconhecer um bom candidato por três sinais, qualquer que seja o cargo: alinhamento genuíno com o propósito e os valores da empresa, histórico de perseverança e vontade de fazer diferença. Em entrevista ao Business Insider, ela contou também qual é a sua pergunta preferida na hora de entrevistar alguém.
Um diploma de universidade de elite tem valor, segundo Morris. Mas o que mais lhe interessa é ouvir o que o candidato aprendeu com a experiência de trabalho.
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A pergunta que tira o candidato do roteiro
A pergunta favorita de Morris é aberta: “Se eu perguntasse a pessoas que já trabalharam para você, o que elas me diriam?”.
Segundo ela, o formato provoca uma resposta genuína e ajuda a avaliar se o candidato pratica a chamada liderança servidora, em que o líder se coloca a serviço da equipe. Quando isso aparece, Morris considera um grande sinal positivo.
A pergunta também abre caminho para que o candidato fale do primeiro emprego ou da primeira experiência profissional, justamente o terreno que mais interessa à executiva.
Perseverança pesa mais do que o nome da faculdade
O segundo sinal é a capacidade de assumir várias responsabilidades ao mesmo tempo e fazer as coisas funcionarem. “Eles demonstram um histórico de perseverança”, diz Morris, ao descrever os candidatos que procura. São pessoas que superaram adversidades.
Na entrevista, ela quer entender o caminho que levou até ali, mais do que o diploma. “Qual foi a força de vontade que eles tiveram que demonstrar para perseverar?”, pergunta.
Da lavanderia ao RH de 2 milhões de pessoas
Num mundo ideal, diz Morris, esse histórico inclui trabalho na linha de frente. Muitos funcionários do Walmart atendem clientes diretamente, e a empresa busca candidatos com foco em atendimento.
A visão vem da própria trajetória. Morris começou a trabalhar aos 13 anos, numa lavanderia, e depois passou oito anos numa farmácia. Segundo ela, esses empregos lhe deram um propósito, e foi difícil pedir demissão.
Daí vem uma das convicções da executiva, que passou mais de 17 anos na Adobe antes de chegar ao Walmart: quem nunca viveu a rotina de um trabalhador pago por hora, na linha de frente, pode ter dificuldade para liderar.
Propósito também entra na avaliação
O primeiro sinal que Morris busca é um alinhamento genuíno com o propósito e os valores da empresa.
O terceiro critério é a vontade de fazer diferença. Morris quer candidatos apaixonados por isso. “Isso, para nós, seria realmente fundamental”, diz.
Sua história de trabalho também é argumento
Perguntas como a de Morris pedem que o candidato transforme a própria trajetória, inclusive empregos de início de carreira, em exemplos concretos. Contar essas histórias com clareza diante de um recrutador é uma habilidade que pode ser preparada, assim como o currículo e o perfil no LinkedIn.
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Na entrevista de Morris, o primeiro emprego pode dizer mais do que a faculdade estampada no currículo.
